sexta-feira, 25 de junho de 2010

TEMPO REAL

Escrito por Dudu Oliva


Pelo twitter fiquei sabendo de um incêndio no Parque da Catacumba no Rio de Janeiro. O acidente pode ter sido provocado por um balão. 

No momento, não se pode julgar se foi realmente um balão. Como soube a notícia em tempo real pelo twitter, não há no momento provas concretas. Porém, o suposto incêndio provocado por balão levou-me a pensar sobre a modernidade e as culturas tradicionais. 

Mesmo vivendo numa metrópolis, onde existem nomes estrangeiros espalhados por todo canto, há manifestações que resistem ao tempo e que provocam tragédias no espaço urbano. A cidade do Rio de Janeiro cresceu espremida entre as montanhas e o mar, em consequência deste fato, a mata atlântica foi quase extinta. Além dos ricos de acontecer desastres com aviões ou helicópteros.

O ritual de fazer um balão ao longo das décadas é uma herança cultural que se contrapões com os novos pensamentos e a lei. A eterna dialética do antigo e o nove. Como solucionar isto? Intensificar ainda mais programas educativos? Fiscalizar? Como derrubar um cerimonial tão antigo?

Realmente relativizar não soluciona o problema. Há necessidade de tomar atitude, mesmo que sejam equivocadas. Eu acho uma besteira soltar balão, entretanto o outro pode reviver histórias e lembranças ao praticar esta atividade, mesmo sendo criminosa. Por outro lado, as mudanças climáticas provocados pela poluição têm reflexos ao planeta. Como já mencionei no texto anterior( Desafio): Tudo bem que precisamos relativizar e compreender não existe uma opinião única das coisas; todavia, como pensar numa nação, sem englobar pessoas em um mesmo sonho de ver um país desenvolvido? O planejamento familiar é um dos fatores fundamentais para a prosperidade de uma nação. 

Uma mudança cultural demora bastante, mesmo com a overdose de informações que explodem nos meios de comunicação. Precisa-se refletir profundamente. Em muitas ocasiões minha cabeça está tão cheia, que precisa esvaziá-la um pouco. Jogar fora ideias ou modelos entranhados no meu inconsciente e que me antecedem por gerações. 

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