quinta-feira, 24 de junho de 2010

SARAMAGO - Uma grande perda na Literatura Portuguesa e Mundial

João Paulo Mesquita Simões



Foi com grande pesar que na passada sexta-feira os Portugueses e, de uma maneira geral o Mundo, receberam a notícia da morte de Saramago.
Escritor muito "sui generis", deixa um legado importante na nossa Literatura.
Há quem o compare a Pessoa pelos heterónimos e a Kafka, por estar adiantado do mundo real.
Contudo, José Saramago, era um escritor cujos textos não agradavam a todos.
Uma página, podia ser na sua obra, uma só frase.
Confesso que não é fácil a sua leitura. É preciso gostar,
dada a sua forma tão própria de abordar os problemas.
Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho da Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922. Seus Pais emigraram para Lisboa ainda ele não tinha três anos de idade, tendo toda a sua vida decorrido na capital, mas deslocando-se com frequência à sua terra natal. Fez os estudos secundários, não podendo continuar por dificuldades económicas.O seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo exercido outras profissões como desenhador, funcionário da saúde e previdência social, editor, tradutor, jornalista. Editou o seu primeiro livro “Terra do Pecado” em 1947, voltando só a publicar novamente em 1966. Colaborou como crítico na Revista Seara Nova”.Em 1972 e 1973, fez parte da redacção do jornal “Diário de Lisboa”. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do “Diário de Notícias”. Desde 1976 que vivia exclusivamente do seu trabalho literário.Dos livros que escreveu ao longo deste tempo, destacam-se o “Memorial do Convento”, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” “A Caverna” entre outros.A Academia Sueca distinguiu-o com o Prémio Nobel da Literatura em 1998.Os C.T.T. dedicaram-lhe um bloco com desenho de João Machado, 40x30,6mm em circulação desde 15 de Dezembro de 1998.
Faleceu no dia 18 de Junho com 87 anos, vítima de leucemia aguda e problemas pulmonares.
Uma perda para Porugal, para a Lusofonia, para o Mundo e, sobretudo, para a Literatura.

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