terça-feira, 6 de abril de 2010

1 SEMANA COM IVONE. DEPOIS, A TEMPESTADE.

de Miguel Angel

CAP. 1
COMEÇOU NA SEGUNDA-FEIRA

Foi na segunda-feira, ainda estava acamado, mas a febre e as dores no corpo todo haviam passado. Estava mais era fingindo para não ir à escola. Então ela entrou no quarto quase às escuras, devagar, cuidando para não fazer barulho, procurando algo. Ele fingiu que dormia, mas a observava entre-pestanas. Ela revirou alguns objetos, e quando se preparava para sair:
- Que tá procurando Ivone?
- Hi, acordei você? Desculpa.
- Já tava acordado.
- Ainda bem. Sabe aquela revistinha que você me mostrou?
- A de sacanagem?
- Deixa disso, menino, que teu pai não saiba. Esquece o que falei, vai.
- Mas foi ele que me deu.
- Não acredito. Mesmo?
- Pergunta pra ele.
- Eu, hein? Não quero que ele saiba que eu sei disso.
- Que que tem?
- Não é direito. Sei lá, uma mulher da minha idade vendo essas coisas com um menino.
- Menino? Já tenho treze! Gostou daquelas fotos, né, malandrinha?
- Sei lá. De algumas. Das outras não. Muito indecentes. Nossa! Mesmo na minha idade nunca vi... assim... coisas assim.
- Já fez igual aquelas que ce gostou?
- Pensei, só.
- Em fazer?
- Eu não! Que é isso menino? Eu não, uma colega daqui do prédio queria ver.
- Vem cá Ivone. Olha só como este papo tá me deixando.
- Nossa, menino! Que é isso? Se cobre. Todo nu aí com febre e gripe, sem coberta!
- Me cobre você, Ivone.
- Pode deixar. Mas. Nossa, que é isso aí, moleque.
- Uma coisa dura. Mexe nele pra você ver.
- Eu não! Vai! Bota as pernas pra dentro das cobertas. Deixa eu arrumá essa cama. Solta minha mão, menino. Que é isso? Nossa. Não é mesmo que tá bem duro. E quentinho. E grandinho para um moleque como você.
- Mexe nele Ivone, vai.
- Eu não! Onde já se viu? Deixa eu te cobrir direito... Hum... Assim que se faz?
- Agora dá um beijinho nele.
- Eu não!... Pronto, já dei.
- Lambe ele, Ivone, bota na boca.
- Eu não!... Hum. Assim?
- Isso, Ivone. Não sai daí. Não tira, chupa, chupa. Mais um pouquinho. Gostoso. Vou gozar, Ivone. Caracas! Vai, Ivone. Não para agora! Aaah!
- Acabou? Posso te cobrir agora? Pronto. Mas que menino assanhado. As coisas que faz gente fazer.
- Adorei Ivone. Você tem que aprender bastante, mas tá no caminho. Eu vou te ensinar mais coisas gostosas depois. Quer?
- Eu não! Olha aqui. Que ninguém saiba dessas indecências que você me obrigou a fazer, viu?
A resposta foi um sorriso na boca e um pequeno desmaio na cochilada.
Depois de limpar o chão com o pano que levava no bolso do uniforme, Ivone saiu do quarto em silêncio.
No corredor, ela murmura:
- Me ensinar? Moleque babaca. Isto é apenas o começo. Vou te viciar de mim! Depois vamos ver.

(Continua no Cap. 2: Terça feira)

3 comentários:

bernadete disse...

E a vida é sempre um jogo: uns ganham, outros perdem, outros pensam que ganham...E o ser humano, julgando-se sábio, vai sendo levado sem medir as consequências.
Mais uma vez, sua "visão psicológica" dos envolvidos na trama, é brilhante.

Beijocas.

Joao Paulo Mesquita Simoes disse...

Confesso que já li isto nagum lado...
Mas está brilhante, caracterizando muito bem a fase da adolescência destes "moleques" como vocês dizem.

Abraços!

Mariza disse...

Xiiiiiiiiiiiiiii,lá vem!
Coitadinho do rapazola, rs.rs.rs.
O mundo está lotado de "personagens" assim: uns que enganam e outros que se deixam enganar... pois é.
Beijinhos,
A Condessa Descalça.

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