quinta-feira, 30 de julho de 2009

Milícia criada pelo Estado Novo


Por

João Paulo Mesquita Simões



Milícia criada pelo Estado Novo em 1936, tinha por objectivo “organizar a resistência moral da Nação e cooperar na sua defesa contra os inimigos da pátria e da ordem social”, devendo, para isso, “repudiar e combater, em todos os campos, as doutrinas subversivas, nomeadamente o comunismo e o anarquismo”. Foi criada e sustentada pelo governo de Salazar e dirigida por uma Junta Central,d diretamente nomeada pelo Ministro do Interior.

Não era obrigatório pertencercer-se à Legião Portuguesa. Era voluntário. Mas um voluntário quase obrigatório, pois quem não passasse por ela, tinha dificuldades em arranjar empregos sobretudo no Funcionalismo Público.

Durante o período salazarista e do Estado Novo, foram muito estreitas as relações entre a Legião Portuguesa e a polícia política. Uma maneira de vigiar o Povo e controlá-lo. Foi extinta com a Revolução de Abril de 1974.


(Baseado na Nova Enciclopédia Larousse, volume 14 de 2002 editada pelo Círculo de Leitores)


O bloco aqui apresentado, faz parte da série de oito valores desenhados por António Lima e gravados por Gustavo de Almeida Araújo. Impressos na Imprensa Nacional Casa da Moeda em folhas de 100 selos, circularam de 27 de Janeiro a 19 de Abril de 1940 e o bloco até Setembro de 1945.
O objectivo era fazer propaganda à Legião Portuguesa e também à Mocidade Portuguesa, por iniciativa dos CTT. Mas a palavra “Mocidade” foi rejeitada do selo, ficando só “Legião”.

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