quinta-feira, 9 de julho de 2009

1937 – 4º Centenário da Morte de Gil Vicente

Por
João Paulo Mesquita Simões









A personalidade de Gil Vicente, ainda não foi bem identificada. Isto porque, há um ourives também chamado Gil Vicente, cuja vida está documentada até 1517, autor da custódia de Belém (a obra-prima da ourivesaria portuguesa quinhentista) que realizou importantes trabalhos para a corte. O principal argumento a favor da identificação do poeta com o ourives é um apontamento que alguém escreveu no século XVI à margem de um documento nomeando aquele ourives Mestre da Balança da Casa da Moeda de Lisboa. Diz o apontamernto: Gil Vicente, trovador, Mestre da Balança.

O que se sabe de Gil Vicente, reduz-se ao seguinte: Nasceu à roda de 1465, encenou a sua primeira peça em 1502, foi colaborador do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende. Desempenhou na corte a importante função de organizar as festas palacianas, como por exemplo, da recepção em Lisboa à terceira mulher de D. Manuel.

Publicou Gil Vicente ainda em vida, alguns dos seus autos, em folhetos de cordel que depois foram reeditados. Destas edições, algumas foram proibidas pela inquisição. Conhecem-se apenas o Auto da Barca do Inferno, a Faça de Inês Pereira, o D. Duardos e o Pranto da Maria Parda.

Estes autos tinham por objectivo satirizar a nossa sociedade. Foi um grande poeta, Gil Vicente. A sua obra é vasta e seria impossível relatá-la toda aqui.

Parte deste texto, foi baseado na História da Literatura Portuguesa, 12ª edição da Porto Editora de 1982.

Pensa-se que o poeta faleceu em fins de 1536, pouco se sabendo da sua pessoa.

Relativamente à Filatelia, esta emissão de dois selos de $40 castanho escuro e 1$00 carmim, foram desenhados por Raquel Roque Gameiro Ottolini e gravura de Arnaldo Fragoso.

Impressos na Casa da Moeda em folhas de 100 selos, em papel de porcelana denteado 11 ½, circularam de 29 de Julho de 1937 até 30 de Setembro de 1945.




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