sexta-feira, 26 de junho de 2009

A PEQUENA MORTE

Por Dudu Oliva



“Não nos provoca o amor quando chega ao mais profundo de sua viagem, ao mais alto de seu vôo: no mais profundo, no mais alto, nos arranca gemidos e suspiros, vozes de dor, embora seja dor jubilosa, e pensando bem não há nada de estranho nisso, porque nascer é uma alegria que dói. Pequena morte, chamam na França a culminação do abraço, que ao quebrar-nos faz por juntar-nos, e perdendo-nos faz por encontrar-nos e acabando conosco nos principia. Pequena morte, dizes; mas grande muito grande haverá de ser, se ao menos nos nasce.”


Este pequeno texto ilustra o livro de Eduardo Galeano: O LIVRO DOS ABRAÇOS.

O autor ao narrar vários fragmentos, mostra como a América Latina é um colcha de retalhos e que mesmo os países destes continentes não sejam tão amigos, há as pequenas mortes que os ligam em vários momentos históricos, políticos e sociais.
“Pequena morte, chamam na França a culminação do abraço, que ao quebrar-nos faz por juntar-nos, e perdendo-nos faz por encontrar-nos e acabando conosco nos principia.”.

Galeano em suas andanças, testemunha várias histórias e experiências e tecendo-os mostra como pequenos momentos são importantes para delinear a vida a história de um continente tão vasto. A História Oficial não dá conta da realidade, muitas vezes, “causos” e a memória de um homem comum ajudam a nos conhecer melhor.

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