quinta-feira, 18 de junho de 2009

1935 - Tudo pela Nação

Por
João Paulo Mesquita Simões





Era um País
Para onde se ia adormecendo
E se caminhava no repouso
Como um adeus invertido
Ou uma folha enrolada
No seu próprio silêncio

António Ramos Rosa





Segundo a Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira de Cultura, Edição Século XXI vol. 20, página 997, Nação, é uma “comunidade histórica de cultura. Funda-se numa história comum, em afinidade de espírito e instituições (mentalidade, educação, estilo de vida e relações sociais, valores éticos, maneira de estar no mundo, inserção na natureza). (...) Cada nação distingue-se ainda pelas condições de que surge (diferenciação linguística, étnica, religiosa, geográfica, política) e que ficam a marcar o seu carácter. (...)”
No nosso país, em 1935, vivía-se em plena ditadura Salazarista. Foi a mais longa da Europa Ocidental.
Nesta data, surgem os primeiros selos ligados ao Estado Novo – Tudo pela Nação – frase usada muita vez por Salazar “ tudo pela Nação, nada contra a Nação” a que se aproveitou a primeira parte da frase para colocar na emissão de 1935, desenhada por Almada Negreiros, simbolizando os valores e forças da Nação unidos num movimento único – a Pátria. Juntamente com os selos, emitiram-se também postais iguais à emissão. A gravura dos selos é de Arnaldo Fragoso e entraram em circulação a 26 de Agosto, 20 de Novembro, 26 de Dezembrode 1941, tendo saído de circulação a 1 de Outubro de 1945. O papel é liso e denteado 12 ½.
Foram impressos na Imprensa Nacional Casa da Moeda.

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