sexta-feira, 22 de maio de 2009

ESCARAFUNCHANDO

Por dudu oliva

Remexendo em arquivos antigos, sempre encontro textos incompletos e ideias soltas. Ai quero escrever novamante e o posto outra vez no blog. Sempre estou retornando, sou cíclico. A cada regresso aprendo coisas novas.


OUTROS OLHARES( publicado no blog 19/03/2008)
Augusto Monterroso (1921-2003)

“Nasceu em 1921, na Guatemala. Em 1944, mudou-se para o México e, depois de muito observar a fauna daquele país e de outros, se convenceu de que "os animais se parecem tanto com o homem que às vezes é impossível distingui-los deste".
Dele disse o escritor russo que se criou nos Estados Unidos, Isaac Asimov: "Os pequenos textos de A ovelha negra e outras fábulas, de Augusto Monterroso, aparentemente inofensivos, mordem os que deles se aproximam sem a devida cautela e deixam cicatrizes. Não por outro motivo são eficazes. Depois de ler "O macaco que quis ser escritor satírico", jamais voltei a ser o mesmo."

Foi agraciado, em 2000, com o Prêmio Príncipe de Astúrias de Letras. Um dos escritores latinos mais notáveis, Monterroso tem predileção por contos e ensaios. "O dinossauro", uma de suas obras mais célebres, é considerado o menor conto da literatura mundial: "Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá". Augusto Monterroso faleceu em fevereiro/2003.”(http://www.releituras.com/amonterroso_menu.asp)

EL ESPEJO QUE NO PODÍA DORMIR
Había una vez un espejo de mano que cuando se quedaba solo y nadie se veía en él se sentía de lo peor, como que no existía, y quizá tenía razón; pero los otros espejos se burlaban de él, y cuando por las noches los guardaban en el mismo cajón del tocador dormían a pierna suelta satisfechos, ajenos a la preocupación del neurótico.


Havia um espelho que, diferente dos outros, que tinha a consciência de que só era um espelho através de um olhar humano, e que sem ele, não era nada. Enquanto os outros espelhos dormem imersos na ignorância, o espelho neurótico não consegue dormir.
Está fábula mostra a relação de alteridade, o qual parte do pressuposto de que todo o interage e interdepende de outros indivíduos. A existência do só é permitida mediante um contato com o outro.

La Oveja negra
En un lejano país existió hace muchos años una Oveja negra.
Fue fusilada.
Un siglo después, el rebaño arrepentido le levantó una estatua ecuestre que quedó muy bien en el parque.
Así, en los sucesivo, cada vez que aparecían ovejas negras eran rápidamente pasadas por las armas para que las futuras generaciones de ovejas comunes y corrientes pudieran ejercitarse también en la escultura.


Em um país muito distante, havia uma ovelha que foi fuzilada e que depois fizeram uma estátua homenageando-a. A história se segue e outras ovelhas negras foram executada; depois, fizeram estátuas para elas.
Há uma ironia nesta fábula, que mostra como os valores mudam através do tempo e dos interesses. Principalmente, na História da humanidade, quantas personalidades eram consideradas ruins e que depois foram glorificadas com estátuas ou bustos depois de cem anos.


LA BURRO Y LA FLAUTA

Tirada en el campo estaba desde hacía tiempo una Flauta que ya nadie tocaba, hasta que un día un Burro que paseaba por ahí resopló fuerte sobre ella haciéndola producir el sonido más dulce de su vida, es decir, de la vida del Burro y de la Flauta.
Incapaces de comprender lo que había pasado, pues la racionalidad no era su fuerte y ambos creían en la racionalidad, se separaron presurosos, avergonzados de lo mejor que el uno y el otro habían hecho durante su triste existencia.


O encontro inusitado ente o burro e a flauta. O animal toca o instrumento, porém a racionalidade, em muitas ocasiões uma camisa de força, separam-nos. A moral da fábula é que precisamos nos guiar pela fantasia e o lirismo, se não ficamos presos pela razão.


Sites dos textos do autor

http://www.patriagrande.net/guatemala/augusto.monterroso/


http://www.ciudadseva.com/textos/cuentos/esp/monte/am.htm

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