quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

1926 - Independência de Portugal - 1ª emissão

Por João Paulo Simões






A história da nossa independência remonta aos tempos em que a Península estava ocupada pelos Mouros e Visigodos. Quem iniciou a luta pela posse dessas terras foi o Conde Vimara Peres e os lugares a que hoje chamamos Porto, foram os primeiros a ser conquistados. A neta de Vimara instalou-se em Vimaraes, hoje Guimarães, tendo aí construído um mosteiro e um castelo que ainda hoje pode ser visto e visitado. Ficou então Guimarães conhecida como o Berço da Nacionalidade. Portucale começou a ser conhecido. Portucale deriva das palavras Portus – local de paragem dos barcos – e Calle, ali para os lados de Vila Nova de Gaia. Eram todas as terras existentes entre Douro e Minho. Com o tempo, o nome Portucale evoluiu para Portugal. Era um território que gozava de alguma autonomia em relação aos reinos de Leão e Castela. Mas os Mouros atacavam e D. Afonso VI pediu auxílio aos reinos europeus. Surgem então dois fidalgos franceses, de uma distinta família de Borgonha, D. Raimundo e D. Henrique que prestam tão importantes serviços ao rei de Leão e Castela, que este oferece as suas filhas D. Teresa e D. Urraca em casamento bem como terras. A D. Henrique e D. Teresa, cedeu o rei as terras de Portucale, como Condado. Desta união nasce um filho a que puseram o nome de Afonso Henriques. Recebeu a sua formação em armas e, após a morte do pai, decidiu expandir o Condado e torná-lo independente. Luta contra sua mãe pela independência do Condado ao saber que um segundo casamento da sua progenitora poderia pôr em causa Portucale. Esta era também a opinião de alguns nobres que, em 1128 na batalha de S. Mamede, derrotam D. Teresa.
Sempre avançando sobre os Mouros, D. Afonso Henriques conquista terras para Portugal. Em 1143, no Tratado de Zamora, D. Afonso Henriques é reconhecido como rei de Portucale pagando uma espécie de imposto a seu primo e ao Papa para assim assegurar o reconhecimento do território que agora compreendia as cidades de Braga, Guimarães, Porto e Coimbra.




(Baseado em “Nasce Portugal”, Colecção “A nossa história” de Crisóstomo Alberto, vol. 5)

(Continua)


Esta emissão, tem por base dez selos. Foram desenhados por Eduardo Avelino Ramos da Costa. A gravura é de talha doce de George Harrisson e Norman Broad, na Thomas de la Rue, de Londres.
A emissão foi feita em folhas de 10x10 selos que circularam de 13 de Agosto a 1 de Dezembro de 1926 em papel pontinhado em losangos denteado 14 de linha. As cores desta emissão são centro a preto e molduras como se segue na imagem do selo de D. Afonso Henriques de 4 centavos.

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