quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

1924 - 4º Centenário do Nascimento de Luís de Camões


As armas e os barões assinalados,

Que da ocidental praia lusitana,

Por mares nunca dantes navegados,

Passaram ainda além da Taprobana,

E em perigos e guerras esforçados,

Mais do que permitia a força humana,

E entre gente remota edificaram

Novo Reino que tanto sublimaram;


Começa assim aquele que é o primeiro canto do mais famoso poema português escrito por Luís de Camões, evocando a epopeia dos Portugueses por mares adentro rumo ao Desconhecido, em busca de novas terras.Luís Vaz de Camões, era descendente de uma família galega. Não se sabe onde realmente nasceu. Provavelmente, terá vindo estudar para Coimbra, indo depois para Lisboa por volta de 1542.Com uma vasta cultura e talento, acedeu à corte de D. João III. Parte para Ceuta em 1549, onde perde uma vista. Regressado a Lisboa, pratica uma vida de boémia. Envolve-se em rixas tendo por isso sido preso. Liberto por carta régia de perdão, embarca para Goa onde começa a escrever Os Lusíadas. Naufraga na foz do rio Macom, salvando apenas Os Lusíadas. Passa fome em Goa tendo sido encarcerado por dívidas. Vem para Moçambique onde trabalha afincadamente na sua obra, mas vivendo da caridade.De regresso a Lisboa, publica Os Lusíadas com a ajuda de D. Manuel dedicados a D. Sebastião que, como sabemos, se perdeu na batalha de Alcácer Quibir.Luís Vaz de Camões vem a falecer numa casa na Caçada de Santana em Lisboa, tendo sido sepultado em campa rasa numa igreja próxima.(baseado na Nova Enciclopédia Larouse vol. 5)Desenhados por Alberto de Sousa, esta emissão tem por base Camões em Ceuta, Salvando os Lusíadas, Busto e Últimos Momentos, impressos em talhe doce na Waterlow & Sons, de Londres. As folhas eram constituídas de dez por dez selos em papel pontinhado em losangos e denteado 14 em linha.Circularam de 11 a 13 de Novembro de 1924.


(continua)

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