sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Olá!Leio o seu blog há um tempo e posso afirmar que é um ladrão. É um absurdo digerir lembranças de outras pessoas e torná-las suas. Precisa parar!! Por que não vive para adquirir recordações próprias? Deixe de usurpar memórias alheias!!!!Ps: Houve um caso recente em que um indivíduo foi preso por este mesmo crime, quem avisa amigo é:
“JORNAL A VERDADE
17/ 02/2008- 08h 29
JUSTIÇA
A Juíza Mnemosyne sentenciou Adalberto Lindalvo culpado por furtar memórias alheias.”

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quinta-feira, 30 de outubro de 2008


Como foi mencionado no artigo anterior, Portugal, após a instauração da República, não tinha selos ou emissões da República. Por isso, havia que escoar as emissões existentes ainda do tempo da Monarquia, mas com a sobrecarga “REPÚBLICA”.Aconteceu primeiro e como foi dito no artigo anterior, com a emissão de D. Manuel II e as que existiam ainda, como o 4º Centenário do Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia, aqui já tratado, mas que de 1 de Outubro de 1911 a 30 de Março de 1913, circularam com a sobrecarga “REPÚBLICA” bem como a emissão da Madeira.O mesmo aconteceu com os selos de porteado do Continente, dos quais não possuo nenhum na minha colecção, não podendo mostrar aqui.Fica assim completa a esta parte importante da História da Filatelia, que devido às conturbações políticas no nosso país, teve um grande impacto no modo de emitir os selos.
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Por Gustavo do Carmo / Foto: Reprodução da internet

Há vinte anos Ayrton Senna conquistava o primeiro dos seus três títulos mundiais. Teoricamente, a temporada de 1988 deveria ser de simples aprendizado para o jovem piloto paulista, que trocou a já decadente Lotus pela McLaren, a equipe mais poderosa da época (a Ferrari estava enfraquecida), pois teria como companheiro o francês bicampeão Alain Prost.

Deveria, mas não foi. O que Ayrton teria de aprender já tinha aprendido em sua temporada de estréia na categoria, quatro anos antes, no Grande Prêmio de Mônaco, quando só não ultrapassou o futuro colega de equipe sob forte chuva na pista de rua do principado porque a prova foi interrompida na metade. Ficou com o segundo lugar. Ganharia depois algumas provas esporádicas entre 1985 e 1987 em Portugal, Bélgica (estas duas embaixo de chuva), Espanha, Estados Unidos (duas vezes) e em Monte Carlo. Para Senna e a torcida brasileira a nova equipe seria a oportunidade de lutar pelo sonhado título.

A primeira corrida com o carro mais forte, justamente no Brasil, quando o Rio ainda recebia a categoria em Jacarepaguá, não foi nada boa. Largou na pole position mas foi desclassificado. Sua primeira vitória na McLaren foi justamente na pista onde perderia a vida em 1994, em Ímola (San Marino). E a pior coincidência era a data: 1º de maio de 1988. No GP seguinte, na querida e aconchegante Monte Carlo, cometeu uma de suas maiores besteiras na carreira: errou uma curva fácil e bateu no guard-rail. Voltou mais cedo, a pé, para o luxuoso apartamento onde morava, para surpresa da empregada que recebera ordens de não abrir a porta para ninguém.

Prost venceria também o GP do México, abrindo vantagem. Senna empataria o jogo vencendo as outras duas provas disputadas na América do Norte: Canadá e Estados Unidos. Na França, a festa foi do rival, que tinha mais sorte em casa. Além de custar para vencer em seu país natal (o que só aconteceria duas vezes em 1991 e 1993), Senna ainda teria o desprazer de jamais ter vencido na terra do já declarado desafeto, mas ainda companheiro de equipe. O brasileiro virou o jogo vencendo quatro provas seguidas na Europa: Inglaterra (em Silverstone, sua segunda pista favorita), Alemanha, Hungria e Bélgica. As duas primeiras debaixo de chuva, como ele adorava. Àquela altura o campeonato já era exclusivo da McLaren. A hegemonia só foi quebrada em Monza (Itália), quando Prost quebrou e Senna venceria fácil. Venceria porque se envolveu numa batida com o retardatário francês Jean-Louis Schlesser, que ficaria mais famoso como piloto do rali Paris-Dacar. O austríaco Gerhard Berger, ainda na Ferrari, mas que se tornaria seu mais fiel companheiro de equipe e amigo em dois anos, venceu a corrida.

Com duas vitórias em Portugal e na Espanha, Prost diminuiu a vantagem e levaria a decisão, com vantagem, para a última prova na Austrália se Senna não tivesse se recuperado no Grande Prêmio do Japão. No circuito de Suzuka, ficou parado na largada e caiu da pole para o décimo-sexto lugar. Foi ganhando posições curva a curva e ultrapassou o adversário quase no final para conquistar o seu primeiro título, graças também a um extinto sistema de descarte de resultados que, se não existisse, teria dado o campeonato ao francês, que realmente venceu a última prova.

Foi o segundo título consecutivo do Brasil (Nelson Piquet era o campeão da temporada anterior pela Williams). Ayrton Senna ainda viria a conquistar seus outros dois títulos em 1990 e 1991, na mesma pista do mesmo país que, por causa do fuso horário, tornou a madrugada dos brasileiros mais alegres na virada dos anos 80 para os 90.
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domingo, 26 de outubro de 2008

Neste final de semana eu criei dois novos blogs. Todos dedicados a textos breves, podendo me exceder um pouco no tamanho.

O primeiro é mais identificado com este blog: o Curto e Cultural, onde vou postar microcontos, microcrônicas, microresenhas e pequenas dicas.

http://www.curtoecultural.blogspot.com

Já o Simplesmente Guscar é a versão rápida do Guscar. Farei um comentário mais pessoal sobre as novidades do mercado automobilístico.

http://www.simplesmenteguscar.blogspot.com

A vontade é atualizá-los todos os dias. Mas sabe como é rotina, né? rs

Aguardo vocês lá.
Gustavo do Carmo
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Por Ed Santos

 

- Bati! Próximo! – disse o Amadeu, feliz da vida por mais uma vitória.

- Sou eu e meu amigo aqui.

- Ô Seu Déco, senta aí! E o seu parceiro, quem é?

- É nosso novo vizinho. Ele é psicólogo, e tá montando consultório do lado do meu estabelecimento.

- Beleza! Senta aí então, e vamos pro jogo.

À mesa, sentaram-se para a partida o Amadeu em parceria com o Carlos, e o Seu Déco em parceria com o tal psicólogo. Depois de embaralhar bem as pedras, o Carlos, recolhendo as suas sete, pergunta:

- Quer dizer que o Seu Déco tá de folga hoje?

- É! Precisei sair pra ver umas coisas lá do bar, e vou jogar uma partidinha aqui até dar minha hora.

- E aproveitou pra tirar o nosso amigo doutor do seu ofício pra vir também?

- Nada disso, o doutor tá mudando ainda. Que pedra é essa aí? Nossa, não tô enxergando nada com esses óculos ridículos!

- É “quina”.

- Putz, passei! Joga Amadeu.

O Amadeu então acorda.

- É minha vez? Então vou dar uma moleza aqui pro doutor. O que o senhor viu aqui nessa região pra montar um consultório? Fez pesquisa antes? Tem muito doido por aqui?

O doutor sorri:

- Não amigo. Vim por que estou fazendo um estudo sobre a relação humana dos indivíduos aposentados.

- Então tá no lugar certo! Aqui nessa praça o que mais tem é aposentado. Pra onde você olhar, você vê um. Pedra dura essa aí em parceiro?

- O Seu Déco pegou um belo jogo. Deixa eu ver o que consigo fazer por aqui.

- E do que seu estudo trata doutor? – perguntou o Seu Déco, após tomar um “passe” do Carlos.

- Quero estudar os conflitos na vida do cidadão aposentado e a partir do resultado, estabelecer um indicador de padrão de vida relacionado a idade,  ou seja, quero identificar quais tipos de conflitos causam impacto na vida  desse cidadão, e quanto esses conflitos interferem no tempo de vida dele.

- Deixa eu ver se entendi. Você quer saber se eu tenho um problema psicológico e se o meu problema pode ser o motivo da minha morte? – questiona o Carlos, preocupado, e lembrando das suas pontes de safena.

- É mais ou menos isso. Quantas pedras você tem parceiro?

- Duas.

- Então eu vou deitar! - disse convicto da jogada o doutor.

O Amadeu parecia estar em outro mundo, segurando sua única pedra. Ele estava fixado no relato do doutor, e como Carlos preocupou-se também, a ponto de não ter prestado atenção o bastante no jogo.

- Passei – disse ele.

O parceiro não acreditava que a arquitetura de suas jogadas não deu certo, mas fazer o que? Jogo é jogo.

- Bati! - exclamou Seu Déco todo alegre.

- Nunca vem aqui, e quando vem, estraga a brincadeira dos outros! Que pedra você tem aí Amadeu? – perguntou o Carlos curioso e insatisfeito com a derrota.

- O que? – Amadeu não ouviu o parceiro. Continuava pensativo na história do doutor, e se viu como um potencial “paciente”. Seus problemas com a Marilda, aquela maldita descoberta do caso do Catatau, tudo poderia lhe trazer problemas e até quem sabe, a morte.

- Qual é a pedra que você tem aí criatura? Tá dormindo?

- Ah, é “quina de terno”.

O Carlos, então, gritou inconformado e enlouquecido:

- Passou com pedra na mão Amadeu?

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sábado, 25 de outubro de 2008

Por Gustavo do Carmo

Quando eu decidi ser escritor, a primeira coisa que eu escrevi foi um conto de cinco laudas que contava a história de um jovem universitário que tentava se matar e foi salvo por uma jornalista que o empregaria anos depois. Tinha o título de Após a Decepção. Isso foi em 1998.

Depois comecei a escrever uma segunda história, que acabou se estendendo para um romance. Tive outras idéias. Mas faltou vontade. Vieram alguns problemas pessoais e eu precisava terminar a faculdade de jornalismo. Além disso, me dediquei a transformar o primeiro conto Após a Decepção no romance Notícias que Marcam (título parecido com o eu cheguei a usar no conto, só que no singular), que eu publiquei no ano retrasado.

Na penúltima Bienal do Livro, em 2005, o Globo Online lançou um blog voltado para novos autores que podiam ter seus textos publicados. Isso me motivou a voltar a escrever. Nasceram os contos Indecisos e Os Seios da Minha Namorada. Pena que não foram publicados no tal blog. Eram muito grandes. Para os padrões deles. Porque para mim já eram suficientes. Suficientes para se tornarem os meus favoritos e me incentivar a me dedicar de vez aos contos.

Ainda me lembrava das antigas idéias e outras surgiram. Fui escrevendo mais contos, já depois do lançamento do livro. Enquanto eram poucas e eu não chegava aos trinta anos dava para guardar na cabeça. No final de 2006 entrei em uma oficina literária na Cândido Mendes e a partir de então, me motivei a escrever ainda mais. Por conta disso e pela necessidade de reservar a minha memória para coisas do dia-a-dia, ficou impossível guardar na cabeça todas as idéias que chegavam. Então recorri a um hábito que todos os escritores fazem: anotá-las num caderno.

Passei a levar um pequeno caderno e uma caneta em qualquer lugar que eu ia. Principalmente ao shopping, quando esperava a minha irmã sair do cabeleireiro ou acompanhar a minha mãe na fisioterapia. Mesmo se eu tivesse que segurar o caderno na mão. Não cabia no bolso. A não ser o da jaqueta. Mas não fazia frio todo dia. As idéias vinham sem querer e eu precisava do caderno por perto para não perdê-las. Algumas não tiveram a mesma sorte. Quando tinha a oportunidade de anotar já haviam sumido da memória. Em um ano e meio preenchi um caderno inteiro. Comecei outro. Agora acredito que tenho idéias demais. Para contos.

Porque agora decidi escrever crônicas como esta. Até então eu era resistente às narrativas do cotidiano. Mas me rendi ao gênero. As idéias vieram devagarzinho e mais uma vez precisei anotá-las para dar conta. Este tema, aliás, já é o segundo da lista do caderno. O primeiro deu origem à crônica Transporte Solidário Carioca. Quem sabe eu passe a escrever poemas e comece a anotar as idéias? Uma coisa é certa: vou começar a anotar os assuntos que eu tenho para conversar com os amigos, os sites que eu preciso visitar e as tarefas que eu preciso fazer. Porque a idade também está aumentando e isso é mais um motivo para recorrer ao caderninho de idéias.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

“ Como o tempo corre, vi esta menina bebê, agora está grande e transbordando saúde... ”/ “ Ela pode se machucar. Os pais não estão nem aí pros filhos hoje em dia...”/ “ Dá para ver a calcinha... Já está bem desenvolvida... hoje estou estranho e a Drica que não volta de viagem.../“ Tão criança ainda e já OBESA, tenho pavor de gente gorda...”/ “ Pedrinho vai ficar com a cara de tacho, não é só ele que desce do corrimão. Dá um friozinho gostoso na barriga...”/ “ Essa garota pensa que pode fazer a mesma coisa do que eu, idiota...”

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quinta-feira, 23 de outubro de 2008


Há, na nossa Terra, várias transformações sociais e políticas ao longo dos tempos. É com essas transformações que os países melhoram as suas condições ou pioram dependendo das situações.

Portugal não é excepção à regra. Tem tido as suas transformações sociais e políticas que se reflectem no quotidiano de cada um.

Vejamos, por exemplo, o que aconteceu em 1910.

Portugal encontrava-se numa grave crise social. Enquanto os Monarcas Soberanos viviam abastadamente, a multidão que vivia mal, começou a organizar-se de forma a derrubar a Monarquia e instaurar um regime republicano no País. Influenciados pela Espanha e França países que, já desde 1868 e 1870 respectivamente eram republicanos.

O movimento republicano gerou-se no seio de uma geração de universitários politicamente desenvolvidos. Constituíam o Cenáculo onde organizavam conferências, todas elas com um forte cariz democrático.

Assim, na noite de 3 para 4 de Outubro de 1910, surgiu a revolução esperada há muito tempo para pôr termo à Monarquia. O Exército e a Marinha uniram-se às organizações revolucionárias do partido republicano, tentando impor o novo regime. D. Manuel fugiu para o exílio e nos Paços do Concelho, foi proclamada a República.

Em relação à Filatelia, também houve mudanças. Os selos que circulavam na época, com a efígie de D. Manuel e de D. Carlos, passaram a levar uma sobrecarga “República” e houve emissões que não chegaram a circular sem a referida sobrecarga. Veja-se o exemplo em cima, de um selo de 50 reis de D. Manuel com a sobrecarga “República” a vermelho.
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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Fã dos bichinhos
Por Gustavo do Carmo

A Gol gosta mesmo dos bichinhos voadores bonitinhos. Dois anos depois do passarinho que embarca na rodoviária e desembarca mancando, a companhia aérea lançou uma nova campanha mostrando animais se esquecendo da sua própria capacidade natural. Claro que um passarinho agrada mais do que uma lagarta de verdade. Por isso mesmo a agência que atende a companhia aérea trabalhou com a animação.

Se a intenção foi encantar como o filme do mandarim ouvindo Evandro Mesquita, a equipe da Almap BBDO conseguiu. Inspirado nos desenhos da Disney das décadas de 20 e 30, o filme em preto e branco mostra, ao som de um chorinho, a rotina urbana de uma lagarta. Desde o momento em que ela acorda até sair para o trabalho, atravessar a rua e esperar no ponto o ônibus lotado em uma cidade totalmente habitada por seres da mesma espécie. Naquele tédio e desânimo do trânsito engarrafado ela tem a idéia de ligar para a Gol pelo celular e a partir de então cria asas e se transforma numa borboleta. Outras fazem o mesmo, inclusive uma usa o computador do escritório conectado ao site da Gol em um prédio comercial. É neste momento que o filme ganha cor, exatamente o laranja da companhia aérea, presente nas asas das borboletas que, agrupadas no céu, formam o desenho de um avião. Durante a metamorfose coletiva o locutor entra com o conceito "Chega um dia em que todo mundo descobre como é fácil voar".

O objetivo da campanha, além de lembrar o telefone e a internet como os canais de venda da Gol, demonstrando a facilidade mencionada no conceito, é mostrar que, como os bichinhos voadores, qualquer um pode voar pela empresa (desde que não encontre controladores de vôo em greve e um jato Legacy pilotado por norte-americanos). A comunicação entrou no ar no dia 27 de setembro para aproveitar a temporada de final de ano, época do aumento das viagens por causa das férias e das festas de natal e ano-novo. No último final de semana estreou uma breve vinheta com as mesmas lagartas em preto e branco formando a palavra Smiles, que esvai em borboletas coloridas para anunciar que o famoso programa de milhagens da antiga Varig agora faz parte da Gol, sua nova dona.

Além da exibição deste filme na televisão e no cinema, a campanha também envolve a mídia impressa (como revistas e painéis indoor) e a internet, onde foi criado um site(www.borboletasgol.com.br ) que tem um joguinho no qual você ajuda a lagartinha a atravessar a rua e virar borboleta para conhecer os 56 destinos da Gol na América do Sul. A página só peca por não disponibilizar instruções mais detalhadas de como jogar (só mostra as teclas de movimentação).

Dizer que a campanha é bem produzida é redundante. Criativo o filme também não deixa de ser. Foi bolado pela equipe formada por Marcello Serpa, Cássio Zanatta, Renato Fernandez, Marcus Kawamura, Gustavo Sarkis e Eduardo Andrietta, sendo os dois primeiros os diretores. Mas o mérito do comercial merece ir um pouco mais para a dupla de animadores Guilherme Rizzo e Alexandre Eschenbac.No entanto, o tema bichinho voador que anda de ônibus já foi usado no comercial do passarinho que, apesar da boa qualidade do fofinho comercial das borboletas, encantou um pouco mais e deixou saudades.

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domingo, 19 de outubro de 2008

Por Ed Santos


O consumo é uma merda, e a diferença do consumista rico para o consumista pobre é pior ainda. O rico gasta os tubos numa camisa de algodão puro da Armani, enquanto o pobre, morador da periferia, compra uma camiseta e parcela o pagamento numa daquelas promoções em 5 vezes sem juros, depois usa a bendita até ela virar pijama, assim como as de campanha política, distribuídas na época das eleições. Ou vai me dizer que nunca usou uma dessas pra dormir?


Dia desses assisti na internet o filme A História das Coisas. Nele, o assunto principal é o consumo, e quanto ele faz mal à humanidade.


As empresas até recentemente não se preocupavam com o que acontecia com um produto após o término da sua vida útil. Ainda bem que hoje as coisas começaram a melhorar e estão ficando diferentes. O filme mostra toda a cadeia produtiva em detalhes e traz à luz dos olhos os impactos causados pelo consumo desenfreado. Resumindo, o filme mostra que para produzir, uma empresa retira a matéria-prima da natureza, transforma-a em material, prepara-o, e transforma exatamente como ela quer. Exemplo? Basta abrir uma porta. A madeira é trabalhada nos detalhes após ter sido retirada de uma árvore, que por sua vez, foi retirada por uma madeireira que cometeu desmatamento ilegal no norte do país, e finalmente protege uma família em seu lar. Depois, quando esta família resolve reformar a casa, simplesmente troca a porta por uma modelo mais atual, moderno, mas que passa pelo mesmo processo de transformação da velha porta que depois de trocada corre o risco de amargar seu fim trágico numa fogueira de Festa Junina, ou mesmo para aquecer as noites frias dos moradores de rua que às vezes recebem uma camiseta usada para se aquecer, antes que esta vire pano-de-chão.

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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Por Gustavo do Carmo


Milena queria uma viagem para a Europa no seu aniversário de quinze anos. Ganhou um baile de debutante. Quinze bailarinas abriram alas para a sua entrada triunfal sob uma intensa nuvem de fumaça perfumada. Homenageou a mãe, a tia, a avó e a madrinha. Dançou valsas com o pai, o irmão mais novo, o avô e o primo, que fez papel de príncipe no lugar do galã da novela das sete, que deu o bolo. Todas as valsas foram tocadas por violinistas. Contrariada, a adolescente achou tudo aquilo uma cafonice Para completar, viu o menino por quem estava apaixonada chegando à festa com a namorada. Chorou por um ano.

Vinte anos depois, digitaliza as velhas imagens do VHS para o DVD. Ri e se diverte com tudo aquilo. Sente saudades de um grande número de convidados já falecidos. Repara como alguns eram bem mais jovens e como as crianças cresceram. Lembra de alguns sucessos musicais da época. Percebe que havia se divertido bastante no final da festa. Chora de emoção ao se dar conta de que era feliz e não sabia.
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gritos das crianças, dor de cabeça, marido na guerra; mãe doente entrevada na cama, meus olhos não conseguem ficar abertos, o bebê chorou o dia inteiro; não tem quase nada na dispensa, as crianças reclamam, dou um safanão nelas; deixo-as de castigo. O fogo me esquenta, ao mesmo tempo, parece que me convida para dançar; de repente as sombras dos moveis e dos talheres se estendem por toda casa. “MAMÃE”, retorno à consciência, “ Vovó morreu!”; coloco o pequenino no berço, vou ver minha mãe. As crianças reclamam do frio, almejam colocar mais lenha para alimentar a lareira. Digo que atravessamos tempos de crise, precisamos poupar e parar de frescura. Olho novamente para o fogo, como queria ter aceitado o seu convite...
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008




Comemora-se hoje o dia Mundial da Alimentação.
Foi em 1945, que se criou a Organização das Nações Unidadas para Agricultura e Alimentação - FAO - para consciencializar a Humanidade sobre a difícil situação que enfrentam as pessoas que passam fome e estão desnutridas, e promover em todo o mundo a participação da população na luta contra a fome.


Estão envolvidos nesta efeméride mais de 150 países e, nos Estados Unidos, mais de 450 organizações voluntárias nacionais e privadas, patrocinam este dia.


Durante o Dia Mundial da Alimentação, celebrado pela primeira vez em 1981, ressalta-se cada ano um tema em que se focalizam todas as atividades.


A crise financeira vai influir na produção de comida e pode lançar mais 100 mil pessoas na fome. Já no ano anterior se tinha verificado um agravamento da situação, devido a vários factores conjugados: a alta de preço dos cereais, por especulação e pelo efeito de algumas catástrofes naturais, bem como pelo desvio de muita produção para os biocombustíveis. Esses fenómenos à escala global fizeream passar o número de pessoas que passam fome dos 850 milhões para os 925 milhões no final de 2007. Ora, esta realidade corresponde a um sexto da população mundial com a barriga vazia.


De acordo com a FAO, a crise financeira terá impacto no sistema de acesso ao crédito, no investimento directo e mesmo nas remessas feitas pelos emigrantes para os seus países. No que toca à produção de alimentos, o aviso ainda é mais claro: muitos agricultores irão deixar de cuidar das suas terras e lançar sementes á terra devido ao aumento dos custos de produção (sementes, fertilizantes e pesticidas) e à impossibilidade de recorrerem ao crédito. Esta, é, de resto, uma realidade que afecta a agricultura em países como Portugal e de que se queixam até pequenos produtores de países ricos como os EUA. No caso nacional, recorde-se que o desaparecimento de agricultores foi um dos alertas lançados pelo Presidente da República no seu último Roteiro pelo país, dedicado à Juventude.
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Com D. Manuel II, chegamos ao fim da Monarquia em Portugal. Foi o último rei a governar até à queda da Monarquia a 5 de Outubro de 1910. Filho de D. Carlos e de D. Amélia iniciou o curso da Escola Naval. Em virtude do assassinato de seu pai e de seu irmão mais velho, tornou-se inopinadamente rei de Portugal em 1908. De carácter simpático e pacífico, empenhou-se na criação de um ambiente de calmaria política.Mas nos ministérios, eram constantes os abalos das fracções em luta, pelas tempestades parlamentares e interesses políticos.Assim, viu-se obrigado a exilar-se em Inglaterra quando a monarquia soçobrou a 5 de Outubro de 1910 onde veio a falecer em 1932.


(Baseado em “Nova Enciclopédia Larrouse”, vol 15)


Também este último rei foi eternizado na Filatelia Portuguesa com uma série de catorze valores desenhados por Domingos Alves do Rego.Impressos na Tipográfica, Casa da Moeda em folhas de 10 x 10 selos, circularam de 1 de Janeiro de 1910 a 30 de Março de 1913 em papel esmalte e porcelana, denteados 14 x 15.

Para fechar este ciclo da História da Filatelia Portuguesa, deixo aqui representada uma folha do meu álbum de selos portugueses, embora incompleta, pois não possuo toda a série deste monarca.
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Por Gustavo do Carmo

Stanislaw Ponte Preta nasceu Sérgio Porto há 85 anos em Copacabana, em pleno verão (11 de janeiro de 1923). Incorporou a irreverência natural do carioca nas crônicas que começou a escrever, no final dos anos 40, para os jornais Última Hora, Tribuna da Imprensa e Diário Carioca, além das revistas Sombra e Manchete.

Nessa época, em parceria com o ilustrador Tomás Santa Rosa, Porto criou um personagem satírico chamado Stanislaw Ponte Preta (tipo o Agamenon de hoje), inspirado em Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade, seu autor preferido. Stanislaw transformou-se no pseudônimo deste jornalista que também foi radialista, roteirista e apresentador de programa de televisão (na TV Rio, onde também escreveu o roteiro dos Espetáculos Tonelux). Porto foi também compositor musical. Compôs a música "Samba do Crioulo Doido" para o Quarteto em Cy.

Além do Stanislaw, Sérgio Porto criou os personagens Tia Zulmira, Rosamundo, Primo Altamirando e o Garoto Linha Dura. Em 1954, parodiando o colega da revista Manchete, Jacinto de Thormes, que divulgou a lista das "Mulheres Mais Bem Vestidas do Ano", Stanislaw, que comentava sobre teatro de revista, criou as "Mulheres Mais Bem Despidas do Ano". Sob protestos moralistas, mudou o nome da escolha para as "Certinhas do Lalau", pois seu pai, Américo Porto, dizia para ele quando via uma mulher bonita na rua: "Que mulher mais certa aquela!" (hoje a gente diz "Olha que mulher mais gostosa!"). Ganharam este título 142 vedetes. As mais famosas atualmente são Betty Faria, Carmen Verônica, Íris Bruzzi, Mara Rúbia, Miriam Pérsia, Norma Bengell, Sônia Mamede e Virgínia Lane.

No início da ditadura militar, em 1964, aconteciam as primeiras prisões por causa do regime. Mas quando Sérgio Porto ficou sabendo que um professor foi denunciado aos militares e preso como comunista só porque deu zero para o filho da delatora, Stanislaw criou o FEBEAPÁ (Festival de Besteiras que Assolam o País) e passou a contar casos de prisões e processos mais idiotas do país. Escreveu também contos para crianças.

Como escritor normal, Sérgio Porto fez sucesso com o livro de contos As Cariocas, com histórias que se tornaram clássicas como A Desinibida do Grajaú, a Grã-fina de Copacabana, A Currada de Madureira e a Desquitada da Tijuca. Outro livro foi A Casa Demolida, uma coletânea de crônicas pessoais inspiradas na demolição da casa onde nasceu e foi criado. Detalhe que Sérgio comprou um apartamento justamente no edifício que foi erguido sobre a casa de sua infância em Copacabana. Esses dois livros foram republicados recentemente.

Cardíaco, Sérgio Porto morreu de infarto aos 45 anos no dia 29 de setembro de 1968. Deixou viúva, Dirce Pimentel de Araújo, três filhas - Gisela, Ângela e Solange - e um país que ainda precisa mais do que nunca de suas histórias irreverentes.

Fonte:
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domingo, 12 de outubro de 2008

Por Gustavo do Carmo


Ela é polêmica, talentosa, sensual e mãe de família. Estou falando de Madonna, a supercantora pop que completou 50 de vida com todas as suas qualidades em forma. Para comemorar a data ela ganhou a biografia Madonna 50 Anos (Nova Fronteira, 554 pág.), escrito pela britânica Lucy O'Brien (autora de outros dois livros sobre a cantora: Like a Icon e She Bop II).

Leia o texto de divulgação:

Esta biografia finalmente revela todo o mistério em torno de Madonna. De autoria da britânica Lucy O’Brien, fã da cantora desde 1985, esta biografia explora a personalidade e a carreira da mais famosa artista pop do nosso tempo. Escrito a partir de pesquisas e entrevistas com produtores, músicos, amantes, familiares e amigos — muitos dos quais nunca falaram tão abertamente sobre a fascinante vida de Madonna —, este livro traz histórias da vida pessoal de Madonna, como detalhes das relações com vários namorados (o jogador de basquete Dennis Rodman, o ex-marido Sean Penn etc.), ou as situações que envolveram o nascimento de seus filhos Lourdes (com um personal trainer) e Rocco (do seu atual marido, o diretor Guy Ritchie), assim como a conturbada adoção de David, um menino negro do Malauí. Chama a atenção, ainda, a lembrança da violência sexual que ela sofreu em Nova York, quando foi agarrada na rua por um homem armado.


Só o preço que é salgado (R$ 59,90). Embora o site da Saraiva ofereça o livro em promoção por R$ 35,50 , nem todos gostam de comprar pela internet (eu inclusive). Mas para quem é fã de carteirinha da cantora , que vai se apresentar no Brasil com dois shows no Rio (Maracanã) e três em São Paulo (Morumbi), o preço não é empecilho para quem paga até R$ 600,00 para ver a sua apresentação no país.

Veja também o hotsite do livro, onde você pode comprar o livro, ler um capítulo, responder a um quiz, participar de um concurso, baixar vídeos e papéis de parede, entre outras atrações: http://www.madonna50anos.com.br/madonna
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Por Ed Santos

     Desceu as escadas e trancou a porta. Depois saiu andando pela calçada como de costume.

 Entretanto naquele dia, por ali, não havia nenhum sinal de vida. Por um instante parou e ouviu apenas o silêncio. Não podia ouvir sequer, o som de alguém respirando. Só ouvia o nada.

Nenhum carro em movimento, nenhum menino no farol, nenhuma loja, farmácia, bar aberto. “Que merda aconteceu?”. Saiu correndo de volta pra casa e cobriu a cabeça com o edredom antes mesmo de deitar-se. Nem percebeu que a Leila não estava por ali, e voltou a dormir. Inexplicável como ele conseguia dormir assim com tanta facilidade diante de um fato tão estranho, diante dos acontecimentos, se assim se pode dizer, pois nada estava acontecendo, literalmente. Agarrou no sono mesmo assim. Profundo.

Seus olhos são abertos instantaneamente quando o relógio desperta. Ele houve uma música ao longe até dar aquele sopapo, e jogar o emissor ao chão. Teve um espasmo: “Como o rádio ta funcionando? Tem alguém lá pra botar a música!”.

- Levanta preguiçoso! Esqueceu que tem prova hoje?

- Leila! Leila! Você ta aí?

- Que foi? Teve pesadelo?

- Foi horrível. Eu tava sozinho na cidade, não via ninguém, nenhuma alma penada! Fiquei aterrorizado Leila!

- É stress. Cê tá estressado!

- É. Pode ser.

- Então levanta vai, que eu também tô atrasada.

- Cê vai sair?

- Vou na minha mãe.

- De novo? Que tanto cê vai lá?

- Ela me ligou!

- E daí?

- Daí que ela é minha mãe, ué!

- Tá bom sua mal educada. Vou pra minha aula que eu ganho mais. E trata de se cuidar por que se eu tô estressado, você deve saber o motivo né?

- Vai à merda Paulo!

- Que?

- É isso mesmo! Você acorda depois de um pesadelo idiota e fica aí todo nervosinho, e minha mãe é que é culpada?

- Leila não fala besteira.

- E tem mais, depois que você entrou nessa faculdade ficou assim todo esquisito. Que foi? É alguma mulher que te tira a atenção na sala de aula?

- Não viaja.

- Não viaja? Se orienta rapaz!

- Cala a boca Leila!

- Você é um idiota.

- Leila...

- Que foi? Vai querer me bater? Só falta isso agora!

- Tchau, vou sair.

Ele desceu as escadas e quando chegou à porta, o tiro acertou suas costas. Sua mão continuava na maçaneta.

Queria se livrar daquilo tudo e ir pra rua, sair pra encontrar alguém, e fazer sua prova. Pena que a cidade estava vazia e o silêncio, mortal. Nem o som da respiração se ouvia. Nem o som da sua própria respiração.

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sábado, 11 de outubro de 2008

Por Gustavo do Carmo


Não vou escrever esta crônica para dizer que eu prefiro conviver com pessoas antipáticas. Pelo contrário. Não deveria existir antipatia no mundo. E nem estou desconfiando de todos os simpáticos. Mas compreendo os antipáticos e acredito que alguns deles são mais confiáveis do que aqueles que concordam com todas as suas opiniões, que sempre te tratam bem e estão sempre sorrindo para você. A traição de uma pessoa simpática dói mais do que o “fora” de um antipático.

O antipático não te dá confiança à primeira vista. Mas ele pode te ajudar nas horas mais difíceis. E mesmo com a sua antipatia ele te ajuda. Ajuda você a não ser bobo e ingênuo, a não acreditar sempre em tudo e fazem você amadurecer. Claro que nem todos os antipáticos ajudam. Tem gente arrogante até a alma.

Algumas pessoas mal intencionadas sempre fingem ser gentis e cordiais. Os contistas-do-vigário, por exemplo, são simpáticos e quando ganham confiança, te passam para trás. Roubam tudo que é seu. Lembra da história do Marconi Ferraço da novela Duas Caras? Tirando alguns excessos de licença poética, isso acontece na vida real.

Ainda da ficção uso as personagens que aparecem misteriosas e de caráter dúbio nas novelas e filmes, mas que no final se revelam grandes heróis. Em contrapartida, tem aqueles bonzinhos que mudam de lado. Alguns nem chegam a mudar. Antipáticos permanecem como vilões e os simpáticos são os mocinhos. Melhor assim.

Na vida real, os maiores exemplos de simpáticos que não são confiáveis são os políticos (além dos estelionatários, claro). Do outro lado temos os queridos antipáticos. Aquelas pessoas que ficaram famosas por seu talento profissional e também pelo mau-humor com que tratavam fãs e jornalistas.

Na minha vida pessoal, tive casos de simpáticos que me enganaram e me boicotam, mas não assumem (este segundo faço questão de colocar no presente). Os primeiros prometeram oportunidades, mas não cumpriram. Quando eu os cobrei, não gostaram. Assumiram a sua antipatia e me esqueceram. O antipático não promete nada. Dependendo do que você falar ou pedir, ele nem deixa você chegar perto dele. Eu mesmo confesso que sou um simpático falso. Às vezes, sou antipático.

O antipático não é um mau caráter. Sua antipatia é apenas por timidez e uma opção pessoal de não demonstrar sua confiança facilmente para ninguém que não lhe interessa. Por isso, respeito os antipáticos. Eles são humanos. E autênticos.
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

é tudo mentira vivian, não belisquei a bunda da sua mãe, não chamei o seu pai de safado e seu irmão de veado, eu não fiz essas coisas vivian; tem que acreditar em mim, não tenho culpa que as pessoas não vão com a minha cara, vivian estou com dor de cabeça, vivian por que não está comigo agora? vivian fui sacaneado no trabalho, é mentira que fiz xixi na xícara de café do chefe, vivian eu te amo, onde você está? vamos mandar todo mundo se foder VÃO SE FODER VÃO SE FODER VÃO SE FODER VÃO SE FODER VÃO SE FODER VÃO SE FODER VÃO SE FODER VÃO SE FODER VÃO SE FODER VÃO SE FODER VÃO SE FODER; vivian não agarrei a sua melhor amiga, não chutei o seu cachorro, não tentei envenenar seu gato; não percebe que querem nos separar vivian, vivian não tem que acreditar em tudo o que dizem, você é muito influenciável vivian, vivian preciso de você vivian; estou sozinho vivian, todo mundo quer me fazer mal vivian, vivian não fiz nada do que as pessoas disseram vivian; vivian sabe qual é o meu problema é que sou inocente demais, as pessoas abusam de mim como você vivian, me abandonou vivian preferiu acreditar nestas pessoas que só querem me sacanear vivian; vivian você tem que ficar comigo vivian, vivian não é verdade que os meus pais têm medo de mim vivian, vivian eu era muito criança quando pus fogo na cama quando estavam dormindo vivian, só tinha dez anos vivian, queria fazer só uma brincadeira vivian; vamos fazer amor vivian, vivian escuto sirenes, vivian eu sou uma pessoa normal vivian; diz pra eles vivian, vivian, cadê você vivian; VÃO EMBORA, vivian fala pra eles vivian que não fiz nada de errado, vivian fala alguma coisa vivian, SUA VACA desculpa vivian; tirem as mãos de mim ME AJUDE VIVIAN...

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http://dudv-descarrego.blogspot.com/
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008




Com D. Manuel II, chegamos ao fim da Monarquia em Portugal. Foi o último rei a governar até à queda da Monarquia a 5 de Outubro de 1910. Filho de D. Carlos e de D. Amélia, iniciou o curso da Escola Naval. Em virtude do assassinato de seu pai e de seu irmão mais velho, tornou-se inopinadamente rei de Portugal em 1908. De carácter simpático e pacífico, empenhou-se na criação de um ambiente de calmaria política.Mas nos ministérios, eram constantes os abalos das fracções em luta, pelas tempestades parlamentares e interesses políticos. Assim, viu-se obrigado a exilar-se em Inglaterra quando a monarquia soçobrou a 5 de Outubro de 1910 onde veio a falecer em 1932.



(Baseado em “Nova Enciclopédia Larrouse”, vol 15)



Também este último rei foi eternizado na Filatelia Portuguesa com uma série de catorze valores desenhados por Domingos Alves do Rego.Impressos na Tipográfica, Casa da Moeda em folhas de 10 x 10 selos, circularam de 1 de Janeiro de 1910 a 30 de Março de 1913 em papel esmalte e porcelana, denteados 14 x 15. Para fechar este ciclo da História da Filatelia Portuguesa, deixo aqui representado um postal do Monarca e respectivo selo, considerado postal máximo.

Um postal máximo, é um postal com determinada fotografia e selo igual devidamente carimbado.
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Por Gustavo do Carmo



Aos 85 anos Millôr Fernandes já é um decano da imprensa brasileira. Começou a trabalhar aos 14 e desde então já foi contínuo, traduziu, desenhou, escreveu crônicas, poemas, contos e até peças de teatro. Trabalhou em revistas e jornais como O Cruzeiro, Pif Paf, O Pasquim, Jornal do Brasil, O Dia e Veja, para a qual atualmente escreve. E já publicou vários livros. Mesmo assim, confesso que mal lia o colunista. Mal para não dizer nada. A imagem que eu tinha do Millôr, até então, eram aqueles desenhos feitos por ele mesmo, principalmente da sua assinatura.

Decidi corrigir a minha ignorância e comprei a sua coletânea Contos Fabulosos. Aliás, peço licença para ser irônico como o autor e dizer que comprei, na verdade, metade da sua obra. Millôr lançou, junto com os Contos Fabulosos, as Novas Fábulas Fabulosas. Ambos foram publicados pela Editora Desiderata e são vendidos em uma caixa, mas podem ser comprados separadamente, exatamente como eu fiz. Apesar de eu o conhecer mais pelas suas charges, o livro foi ilustrado por um amigo: o cartunista Angeli.

Como toda fábula, a maioria dos Contos Fabulosos apresenta uma moral da história. A incoerência da frase anterior se justifica pelo fato de alguns contos não terem a tal mensagem. Talvez por não precisarem, talvez porque o autor não fez (o livro é uma coletânea dos textos publicados nos jornais Pasquim, Pif Paf e na revista Veja) ou ele se esqueceu mesmo. Mesmo caso das notas de rodapé que também foram escritas de uma forma sarcástica.

Por causa do humor ácido e da linguagem coloquial dos textos, em alguns momentos cheguei a ter a impressão de que estava lendo um livro de piadas, de melhor nível do que aqueles pocket-books do Ary Toledo comprados em bancas de jornal. Como é o caso dos contos Linha de montagem, Os Vizinhos de cima, O Sargento e o aviso fúnebre e Três é demais. Alguns são um pouco mais sérios e fazem homenagens a grandes escritores como Clarice Lispector, para dar um exemplo. Os demais têm comédia, mas não chegam a ser uma piada propriamente dita, com destaque para o conto Patchulala. E foi justamente através destes que eu fui apresenado definitivamente ao estilo de Millôr.

SOBRE O LIVRO
Contos Fabulosos
Millôr Fernandes
Editora Desiderata
2007
Formato (a x l): 23x16 cm
220 páginas
Preço sugerido: R$ 29,90 (só os Contos Fabulosos) / R$ 54,90 (caixa com Contos Fabulosos e Novas Fábulas Fabulosas)
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008


Texto: Divulgação


O Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro - Curta Cinema 2008 acontecerá de 30 de outubro a 9 de novembro, nos cinemas Odeon Petrobras, CAIXA Cultural, Ponto Cine, Lonas Culturais e Cinemaison.

O Festival também está promovendo workshops de Direção, Roteiro e Crítica, que estão com inscrições abertas, embora o deste último até hoje (quem quiser participar, corre lá).


::::WORKSHOP DE DIREÇÃO::::


O Workshop de Direção do Curta Cinema 2008 já contou com a presença de nomes como Jorge Furtado, Karim Ainouz, Beto Brant e Walter Carvalho. Nessa 8ª edição, ele será ministrado por Eduardo Coutinho.

Ao falar de seu método, Coutinho apresentará sua perspectiva singular para o trabalho de direção em cinema. Num bate-papo de dois dias, os participantes terão a oportunidade de conhecer de perto um pouco da experiência do cineasta.

Para inscrição é necessário o envio de uma carta de intenção juntamente com um breve currículo (máximo de seis linhas) para o email atividades@curtacinema.com.br. Serão aceitas inscrições até o dia 18 de outubro.

O workshop será nos dias 07 e 08 de novembro, das 17 às 19 horas, na Caixa Cultural. Para mais detalhes, consulte o regulamento clicando aqui.

O workshop de direção é uma atividade inteiramente gratuita.

Eduardo Coutinho dirigiu três filmes de ficção: O pacto, episódio do longa-metragem ABC do amor (1966), a comédia O homem que comprou o mundo (1968) e o filme de cangaço Faustão (1970). A carreira de documentarista se consolidou com títulos como Santa Marta, duas semanas no morro (1987), Volta Redonda, memorial da greve (1989), O fio da memória (1991), Boca do lixo (1994), Santo forte (1999), Babilônia 2000 (2000) e Edifício Master (2002). Em 2005, lançou no Festival do Rio O fim e o príncipio e, em 2007, Jogo de cena. Seu próximo projeto é Antes da estréia.


::::WORKSHOP DE ROTEIRO::::

O Workshop de Roteiro, organizado pelo Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro – CURTA CINEMA, chega a sua 12ª edição e traz como convidados os roteiristas Cristina Leal, Doc Comparato e Hilton Lacerda.

Para concorrer a uma vaga o candidato deve enviar, além de um breve currículo (máximo de seis linhas), cinco cópias de um roteiro de curta-metragem de ficção ou documentário de autoria própria (máximo de vinte páginas). Serão aceitas as inscrições que chegarem até o dia 18 de outubro ao escritório do Curta Cinema.

Escritório Curta Cinema
Praia de Botafogo, 210/308
Rio de Janeiro – RJ
22.250-040

Serão selecionados 12 roteiros.

O workshop acontecerá nas tardes dos dias 04, 05 e 06 de novembro na Caixa Cultural.
Ao final do workshop, a comissão de roteiristas instrutores elegerá um roteiro para receber prêmios em serviços de nossos apoiadores: CTAV-SAV, Link Digital, Dolby, Rain, Estúdios Mega, Kodak, Quanta.

O workshop de roteiro é uma atividade inteiramente gratuita.

Cristina Leal é graduada em Língua e Literatura Inglesa e Portuguesa Universidade São Paulo-USP. Foi professora, jornalista e livreira até os anos 80, quando começou a escrever. Em 1986 teve seu teletema produzido pela Globo, em 5 capítulos e a partir de um roteiro premiado no antigo Rio-Cine Festival, começou a se dedicar inteiramente ao cinema. Começou a dirigir em 1992 com o curta "Estação Aurora". Seguiu-se a ele o curta "Não Me Condenes Antes Que Me Explique", em 1998. Estreou seu primeiro longa Iluminados, um documentário sobre fotógrafos do cinema brasileiro contemporâneo, no Festival do Rio 2007.

Doc Comparato é dramaturgo, conferencista, autor de seriados e minisséries – entre elas Me alquilo para soñar (1989), ao lado de Gabriel García Marquez. Trabalhou como roteirista no cinema brasileiro e europeu. Foi consultor do European Script Found e fundador do Master de Roteiro da Universidade de Barcelona. Seus livros teóricos sobre roteiro e dramaturgia (Roteiro e Da Criação ao Roteiro), pioneiros e referência no mundo latino foram lançados em 6 paises, é o livro oficial do Real Instituto de Radio e TV da Espanha. Possui 7 prêmios internacionais. O último posto universitário foi o de professor da Escola de Cinema de Berlin.

Hilton Lacerda se destacou no cinema pelos roteiros de longa metragem dos filmes Baile Perfumado, Amarelo Manga, Árido Movie e o documentário Cartola (em que divide a direção com Lírio Ferreira ). Como curta-metragista realizou Simião Martiniano, O Camelô do Cinema (em conjunto com a jornalista Clara Angélica) e A Visita. Roteirizou o Texas Hotel (direção de Cláudio Assis) e Eu Sou o Servo (direção de Eliezer Filho). Em um projeto com o DJ Dolores, realizou videoclipes para os mais representativos músicos da nova geração pernambucana.


Já as inscrições para o Workshop de Crítica terminariam no último sábado, conforme o regulamento. Mas foi prorrogada até hoje. Quem quiser correr literalmente o risco, boa sorte (inclusive para os que participarem dos outros workshops).

Nas próximas semanas darei a dica do festival.
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domingo, 5 de outubro de 2008

Por Ed Santos

Eu, até então estava louco pra poder encontrar algo que me fizesse bem.

Ela, por aqui, infelizmente não conseguia manipular a secretária eletrônica para ver os recados.

Estávamos todos reunidos de novo em volta do balcão do bar do Freitas, e ele sempre disse que ela e eu iríamos casar e ter filhos lindos. A turma toda estava lá, e quando ela chegou, foi como se o céu caísse. Os olhos emputecidos, as mãos frias, e aquela insuportável dor de dente, que ela nunca conseguiu curar.

Eu sei que quando saíamos por aí, ela queria voltar logo pra casa, mas eu adorava a noite paulista, e só lamentava por ter que ir embora antes da meia-noite, por causa do metrô. Merda!
Pedimos mais uma rodada, e pra beliscar, uma tábua de frios.

O Valdemar, aquela bicha louca, ia fazer 50 anos no outro dia e a festa ia ser na rua mesmo, com feijoada, e tudo. Bom que tava frio pra caralho e a caipirinha ia cair como uma luva. A expectativa era de que viriam todos os pederastas que ele conhecia. Mas ele afirmava de pé junto que ia ser uma festa familiar: "Traz a molecada pra vir também. Vai ter refri!". Aquela bicha era louca, literalmente.

A Dalva apresentou a namorada, uma menina de desessete anos. Nova pra ela que era uma manicure com quarenta e cinco. Ficou puta da vida em saber que o Valdemar ia fechar a rua no sábado, dia de maior movimento no salão. Mas foi convencida de relaxar: "Calma amor, a gente vai pra festa também pra se divertir. Depois a gente recupera o tempo perdido", disse a ninfa adolescente e gay.

Ficamos eu, o Freitas e minha deusa a divagar sobre a festa do Valdemar, esperando que ele não abusasse muito. O Freitas contou que certa vez ele deu uma festa no apartamento de um namoradinho, e que a polícia só não levou todo mundo pra delegacia no fim da festa, por que ele conseguiu convencer os guardas a "ficar mais um pouquinho". E eles ficaram, os guardas.

Eu não queria ir embora, mas ela disse que o dente, aquele porra daquele dente, estava doendo demais. o Valdemar me agarrou pelo braço e me mostrou dois caras se beijando, e disse: " Se você quiser, eu mando buscar vocês amanhã. É daí pra pior!", acenou com a cabeça.

Quando chegamos em casa, depois de irmos ao dentista, a primeira coisa que ela fez foi ver os recados da secretária eletrônica. Tinha dois do Valdemar dizendo que estava esperando a gente ir pro aniversário dele. Ela falou que não saía de casa nem que pagassem. Eu peguei meu cachecol, as chaves e bati a porta. Nem a beleza daqueles olhos emputecidos, nem aquelas mãos frias, foram capazes de me prender.


* Escadinha, era como a turma chamava o bar do Freitas.
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sábado, 4 de outubro de 2008

Por Gustavo do Carmo

Pedro dá um caloroso abraço no pai, Seu Henrique. Eles se sentam à mesa. Ficam frente-a-frente. Henrique, um senhor de setenta anos, cabelos brancos e ralos, pele morena enrugada, principalmente nos olhos cansados, entrega uma carta amassada ao filho:

— Chegou esta carta para você. Eu nem quis ler.

— Mas ela está aberta.

— Foi preciso abrir na revista para que eu pudesse te entregar.

— Tudo bem, deixa pra lá.

Pedro lê a carta, escrita em alemão:

Berlim, 25 de novembro de 2007

O Deutsche Konsult avaliou a entrevista online que fez conosco e confirma que você faz parte do perfil da nossa empresa. Já entramos em contato com o consulado do seu país para adiantarmos o seu visto de trabalho. Compareça ao órgão consular de sua cidade munido de passaporte para retirá-lo. No prazo de quinze dias enviaremos a passagem aérea para que possa vir à Berlim já como membro de nossa equipe com a remuneração líquida de oito mil euros. Seja bem-vindo!

Cordialmente
Franz Schneider
Gerente de Recursos Humanos - Deutsche Konsult



— O que diz a carta, meu filho?

— O que o senhor acha? Se eu não estivesse cumprindo pena por assassinato neste presídio eu daria pulos de alegria. Mas agora esta carta não tem mais validade nenhuma.

— Ah, meu filho! Pra quê você foi dar cinco tiros à queima-roupa no gerente do banco?

— Ele me humilhou muito quando me dispensou na entrevista, pai. Eu já estava cansado de não conseguir trabalhar em lugar nenhum. Não vou ficar mais chorando sobre o leite derramado. Matei e preciso cumprir a minha pena. Agora vai embora que o horário de visitas está acabando, pai.

— Fique com Deus, meu filho. Encerrou Seu Henrique resignado, deixando a penitenciária com lágrimas nos olhos. A carta da empresa de consultoria alemã caiu amarrotada sobre milhares de outras correspondências sem finalidade, juntando-se a papéis de bala, maços de cigarros vazios, restos de comida e excrementos físicos no latão de lixo do pátio central.
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Romildo assistiu inúmeras vezes este filme. Identificava-se com a mocinha secretária, que queria mostrar o seu potencial como executiva. A trilha sonora dessa película era o hino pessoal do rapaz. Anos mais tarde, fez cirurgia de troca de sexo e registrou em cartório o seu novo nome: Tess( o mesmo da protagonista). Apesar de muitas dificuldades, conseguiu ser uma secretária de futuro numa pequena produtora de publicidade e aos poucos mostrou suas idéias brilhantes ao chefe. Com o passar do tempo, o estabelecimento virou um dos mais conceituados do país. Tess virou uma executiva de sucesso. O chefe, um homem envolvente e casado, apaixonou-se por ela, mas a jovem resistia às investidas. Era uma moça de família, não queria ser uma destruidora de lares.

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008


Foi-nos ensinado na Primária, pelo menos aos mais antigos, que quem descobriu o caminho marítimo para a Índia, foi Vasco da Gama.Reinava D. Manuel, quando as naus S. Gabriel, Bérrio e S. Miguel, sob o comando de Vasco da Gama, partiram do Tejo rumo àquele país das especiarias. A viagem foi tormentosa, lutando os Portugueses contra a Natureza. Seguiram toda a costa Africana que já era conhecida, até ao Cabo da Boa Esperança. Chegaram a Melinde a 15 de Abril, tendo sido muito bem recebidos pelo Xeque que lhes deu um piloto que conduziu a armada até Calcutá onde chegaram a 24 de Maio.Estava assim descoberto o caminho marítimo para a Índia depois de uma viagem de dez meses e meio.Aí chegados, os Portugueses que traziam consigo armas e outras mercadorias, estabeleceram trocas comerciais com este povo. Vieram da Índia as especiarias que ainda hoje utilizamos na nossa alimentação.Esta série, composta de oito selos, foi desenhada por Roque Gameiro, Manuel Pedro de Faria Luna, Silvestre Correia Belém, João Vaz, José Júlio Gonçalves Coelho e João Ribeiro Cristino da Silva. Circulou de 1 de Abril a 30 de Junho de 1898, em papel pontinhado leve, em losangos e denteado 13 ½ a 16 de linha.Aqui representado, está o selo de 5 reis que faz parte da minha colecção e que ilustra a partida das naus do Tejo a caminho da Índia.
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Escrever em tão poucas linhas sobre o homem que desobedeceu a Salazar para conceder vistos para Portugal a milhares de Judeus, seria de todo impossível.

Um directório português, http://www.sapo.pt/ da Universidade de Aveiro, dedicou-se à descoberta, compilação de factos reais, passados na II Guerra Mundial, bem como ao estudo da vida de Aristides de Sousa Mendes.

É de facto um documento brilhante, que devia ser visto por todas as camadas sociais e políticas.

Hoje, assistimos ainda a atrocidades nalguns países, onde os Direitos Humanos não são respeitados (vide o penúltimo post do Miguel Fernandez!). O mesmo aconteceu na Europa, nomeadamente em Portugal.

Deixo pois o link para que possam navegar sobre a História de Aristides de Sousa Mendes, com testemunhos reais de pessoas que salvou e, com isso, acabou morrendo na miséria...

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