quinta-feira, 31 de julho de 2008

JOÃO PAULO SIMÕES - D. Luís I - Fita curva, denteados (1867-1870)



A partir de 1867, os selos de D. Luís passaram a ter as folhas perfuradas, o que permitia uma separação mais rápida e uniforme dos selos. Para a Administração Postal, não passou de uma simples melhoria de processo. Mas, para os coleccionadores sempre atentos às pequenas diferenças, constituiu motivo mais do que suficiente para considerar os selos denteados como fazendo parte de uma nova emissão completamente diferente da anterior.

Todos os selos de fita curva passaram então a ser denteados em 12 ½.

Embora a perfuração do selo viesse facilitar a vida na separação do selo da folha, muitas pessoas, habituadas a recorrer à tesoura, fosse por ingenuidade, fosse por não acreditar na eficácia do novo método, continuaram a usá-la. O resultado ainda é hoje bem visível em muitos exemplares. Como por milagre, os golpes da tesoura seguiam exactamente pelo meio da perfuração dos quatro lados do selo, aparecendo esses exemplares com denteados mais ou menos defeituosos.

Deste modo, esta é, talvez, a série mais difícil de encontrar selos nas suas perfeitas condições. São por isso mais raros e de maior cotação no mercado filatélico.

O desenho do selo foi feito por Charles Wienner, impressos em relevo na Imprensa Nacional Casa da Moeda, em papel liso, fino, médio e espesso.

Como referi em cima, esta série é difícil de encontrar e por isso cara. Como tal, não possuo nenhum exemplar na minha colecção. Mas, para que o Leitor fique com uma ideia deste selo, reproduzo aqui uma imagem retirada do catálogo de selos postais da Afinsa, onde está patente toda a série.

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