quinta-feira, 17 de julho de 2008

D. Luiz I - 1862-1864 - Impressão em relevo


Os selos deste monarca foram desenhados por Francisco Borja de Freire, que também abriu os cunhos, e impressos um a um em folhas de vinte e quatro exemplares, dispostos regularmente e não denteados. O papel é liso, fino, médio e espesso. Foi este o último trabalho do artista, autor de todos os selos até aqui emitidos. De notar que este gravador de moedas, respeitou sempre a regra da numismática nos seus selos, de virar a efígie do monarca para o lado contrário ao do seu antecessor. Em qualquer catálogo de selos, podemos observar isso.
Foram utilizados dois cunhos de cinco reis castanho, para uma tiragem de 18 621 600 selos, um cunho com o de dez reis amarelo laranja para uma tiragem de 2 192 400 selos, sete cunhos, com o vinte cinco reis carmim rosa para uma tiragem de 32 833 200 selos, um cunho com cinquenta reis verde azul, para uma tiragem de 411 600 selos e um cunho com o cem reis lilás para uma tiragem de 451 200 selos.
Os cunhos de cinco reis, identificam-se pelo afastamento do “5” em relação a “reis” e os de vinte cinco reis identificam-se por diferenças no entrançado da burilagem.

(Baseado em selos de Portugal Álbum 1 (1853/1910) de Carlos Kulberg)

São estes os primeiros selos de D. Luiz I. Outras séries se seguirão, com novas taxas e novas cores. São extensas. Por isso, continuarei nos próximos artigos a falar da parte filatélica deste monarca e, no último artigo, a sua biografia.

Nenhum comentário:

Arquivo do blog