domingo, 29 de junho de 2008

Balada na Liberdade

Por Ed Santos

Fui convidado pra ir num baile esses dias e topei na hora. Faz muito tempo que eu não saia pra dançar. Não era um baile daqueles que a gente ia na adolescência. Na minha época, a gente dançava os famosos passinhos e na “seleção de lenta”, convidava as meninas pra dançar de rosto colado.

Hoje, aliás, já há um tempo, ninguém dança os passinhos, muito menos de rosto colado. Nos bailes atuais, que mudaram de nome - hoje são as “baladas” - as pessoas dançam todas de maneira diferente, cada um do seu jeito, no seu ritmo.

Mas voltando ao convite que recebi, não se tratava de uma balada dessas. Era um jantar dançante lá no bairro da Liberdade. Confesso que fiquei curioso em saber como seria um baile, digo, jantar dançante na Liberdade. Um bairro de origem e predominância oriental. Então, lá fui eu.

No local, funciona um restaurante durante o dia, e nas noites de sábado eventualmente acontecem os bailes, digo jantares.

Quando cheguei na portaria, ouvi um forró-pé-de-serra muito bem tocado pela banda. Fui entrando e quando cheguei na pista, vi que não se tratava de nenhuma banda. Era um casal de japoneses munidos de uma parafernália de teclados. Vocês já viram alguma cena semelhante? Japonês tocando forró? Achei um tanto estranho, mas lembrei de quando eu mesmo tocava numa banda quando era mais jovem, onde o percussionista era japonês também. Mas isso é uma outra história.

Na pista, os mais variados tipos: casais bem vestidos, professores de dança e seus alunos, outros professores de aluguel (eles cobram pra dançar com as pessoas sem par). Me emocionei com um casal de idosos. Eles apresentavam uma disposição imensa pra dançar. Desfilavam por toda a pista, os mais variados ritmos que a competente dupla tocava lá no palco.

Havia um senhor de calça preta, camisa branca, terno branco com listras pretas, sapato bicolor e gravata borboleta. A elegância daquele senhor era incrível. Mas cá prá nós, você já viu alguém que não o Jô Soares, usando gravata borboleta? Até hoje eu só vi alguém usando este acessório em casamento. Ou é o noivo ou o padrinho.

Um comentário:

Gustavo do Carmo disse...

Japonês tocando forró é legal. Pior seria se tocasse funk.rsrsrs

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