terça-feira, 17 de junho de 2008

Alcagüetando o vizinho


Lei que incentiva o dedo-durismo

"Lei de Hugo Chávez pune quem não colaborar com serviço secreto.
Foi promulgada semana passada pelo presidente venezuelano Hugo Chávez uma lei que obriga cidadãos comuns, estrangeiros e até membros do Judiciário a 'cooperar' com os serviços de inteligência estatais. A punição para quem se negar 'a atender os requerimentos feitos por organismos do Estado nos assuntos relacionados com a defesa da nação' pode chegar a até seis anos de prisão."

A ONG Controle Cidadão denuncia que esta lei chavista cria uma "espionagem social" semelhante ao sistema cubano – e que é uma ameaça à imprensa.
PS: Parece que recentemente, O Gorila voltou atrás...

Mas essa 'lei', largamente utilizada em Cuba, onde existe um 'olheiro cidadão' do estado, em cada esquina, pronto a descobrir espiões em cada casa, já foi utilizada no Paraguai, pelo ditador paraguaio Francisco Solano López, nascido em Assunção, que por oito anos deflagrou a famigerada Guerra do Paraguai, contra o Brasil, o Uruguai e a Argentina, resultando numa massacrante e humilhante derrota para o povo paraguaio. Filho e sucessor do presidente paraguaio Carlos Antônio López e nomeado general-de-brigada (1845), foi enviado à França, onde freqüentou a corte de Napoleão III. Neste paríodo (1853-1855) estudou o sistema militar prussiano, comprou armas e munições e conseguiu a ratificação de tratados comerciais com a França e o Reino Unido. De volta à Assunção foi nomeado ministro da Guerra e da Marinha e iniciou uma modernização do exército paraguaio implantndo internamente o sistema militar prussiano. Com a morte do pai (1862), foi eleito pelo congresso presidente da república por dez anos, assumiu o governo e deu continuidade à sua política de desenvolvimento econômico. Contratou mais de 200 técnicos estrangeiros para introduzir inovações tecnológicas: implantou a primeira rede telegráfica da América do Sul, redes de estradas de ferro, promoveu a instalação de indústrias siderúrgicas, têxteis, de papel e de tinta. Investiu na construção naval, fabricação de canhões, morteiros e balas de todos os calibres e instituiu o recrutamento militar compulsório. Sem contar com um litoral para expandir o comércio externo de seu país, assumiu uma política expansionista frente ao Brasil e à Argentina e desencadeou a mais sangrenta das guerras americanas (1864-1870). Julgando o momento apropriado, ordenou a captura do navio Marquês de Olinda, que se dirigia ao Mato Grosso pelo rio Paraguai, desencadeando a Guerra do Paraguai. Com um efetivo de cerca de oitenta mil homens e tendo amplo apoio popular, no início obteve êxitos e deteve as tropas aliadas da Tríplice Aliança formada por Brasil, Argentina e Uruguai. Durante cinco anos, com as milhares de vidas perdidas e o conflito evoluindo desfavoravelmente para o Paraguai, sua posição foi enfraquecendo junto com a popularidade. Para calar os opositores, mandou executar centenas de compatriotas, acusando-os de conspiração (1868), inclusive seu irmão Benigno. Após a batalha de Cerro Corá, foi encontrado quando tentava atravessar o rio Aquidabã; ao tentar fugir do cerco de um destacamento brasileiro comandado pelo general Correia da Câmara, foi executado. De uma população inicial de cerca de 1,3 milhão de paraguaios, após a guerra restavam pouco mais de 200 mil. Por muitos anos, foi retratado pela historiografia apenas como um aventureiro, e herói nacionalista por recentes revisionistas de esquerda. Atualmente é considerado um herói nacional no Paraguai e seus despojos estão guardados no Panteão dos Heróis, em Assunção.

Num capítulo do romance "Moscas e Aranhas de guerra" de Dalton W. Reis, é reproduzido um despacho oficial de Edward Thorntom encontrado entre os pertences do Conde Russell K. G, sobre a situação do Paraguai em 6 de Setembro de 1864, utilizando a mesma manobra castrista e recente tentativa de Hugo Chavez na Venezuela: o Dedo-durismo.
Leia o cap. clicando aqui:

2 comentários:

Joao Paulo Mesquita Simoes disse...

Bom texto, com excelentes comparações!
A cima de tudo, VIVA A LIBERDADE!!!!

Abraços transactlânticos

Anônimo disse...

Bem sabes: se não tenho competência não me estabeleço... este não é a minha "praia". Mas mesmo assim, aprecio seus textos.
Beijos,
A Condessa.

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