quinta-feira, 12 de junho de 2008

1894 – Emissão comemorativa do 5º Centenário do nascimento do Infante D. Henrique






Foi esta a primeira emissão portuguesa de selos comemorativos. A ideia foi lançada pela Câmara Municipal do Porto, aquando das comemorações do centenário do Infante D. Henrique.
O objectivo, era angariar fundos para a estátua do Infante na cidade onde nasceu.
Desenhados por José Veloso Salgado, tendo sido os selos de 5 e 100 reis litografados em folhas de 100 e os selos de 150 e 1000 reis gravados a talhe doce e impressos em folhas de 25, estes trabalhos foram efectuados em Leipzig, por Giesecke & Devrient. O papel é levemente pontinhado em losangos e denteado a 14.
Circularam durante dez dias – de 4 a 13 de Março de 1894 – no Continente e nos Açores com sobrecarga “Açores”. Para serem obliterados, desenhou-se um carimbo especial com os dizeres “1394 – CENTENÁRIO – 1894”.
Desta emissão fizeram-se 60 exemplares, distribuídos pelas estações postais das capitais de distrito. Mas esta série não teve a saída que se esperava e, dos 3 676 269 selos postos à venda no Continente, só 1 066 115 foram vendidos, queimando-se na Casa da Moeda os restantes!

(baseado no texto de Carlos Kulberg)



Biografia do Infante D. Henrique


É, sem dúvida, a figura mais universal da história de Portugal, sendo frequentemente identificado com a Expansão quatrocentista.
Quinto filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, D. Henrique nasceu no Porto a 4 de Fevereiro de 1394 tendo vivido a transição entre duas épocas. Uma, a Idade Média, onde as motivações guerreiras e religiosas prevaleciam e uma Idade Moderna onde os valores Renascentistas prevaleciam.
Esta dicotomia vai reflectir-se na personalidade do nosso Infante, que se torna um homem exemplar com um gosto imenso pelo estudo, destemido na guerra, obstinado nas decisões, casto e abstémico.
Fisicamente, o Infante D. Henrique é-nos retratado com um grande chapelão bolonhês, cara pensativa, cabelo e bigode aparados embora outras figuras nos apareçam por exemplo na estátua dos Jerónimos onde surge de cabeça descoberta e longos cabelos e barbas. No seu túmulo na Batalha, a sua estátua mostra um homem de rosto cheio e cara totalmente rapada. Agora qual destas imagens corresponde à verdadeira, é uma incógnita.

(Baseado em “Nova enciclopédia Larouse vol. 12)

Este envelope com moeda do Centenário do nascimento do Infante D. Henrique, apresenta-o de duas formas.
A primeira – o selo – que embora vendo-se mal, nos mostra o chapelão bolonhês. Na moeda, o Infante com a cabeça descoberta.




Porque no passado dia 10 se comemorou em Portugal o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, não quis deixar de prestar homenagem aos Navegadores portugueses que se meteram mar dentro, no Desconhecido para descobrir novas terras e levar a Fé e a Língua Portuguesa a povos que nem sequer sabiam se existiam.
Foi com os Navegadores portugueses que o Mundo ficou conhecido. Provou-se que a terra era redonda e conheceram-se os Oceanos.
Aos Portugueses espalhados pelo Mundo, aos países que os acolheram e aos Países de Língua Oficial Portuguesa, deixo aqui a minha homenagem.

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