terça-feira, 6 de maio de 2008

RESENHA DA QUINZENA - RENNER E MARISA

RENNER



MARISA (vídeo retirado do perfil do site http://www.revistapublicidad.com no You Tube)



Emoção precisa
Por Gustavo do Carmo


Mãe lembra carinho e conforto. E também muito choro. Afinal, ela é a maior responsável por nos confortar e, ao mesmo tempo, nos fazer chorar. O choro está ligado a emoção. E a emoção é o objetivo obrigatório dos comerciais de Dia das Mães. Principalmente os institucionais, aqueles não vendem nenhum produto. Apenas o sentimento.

E duas cadeias de lojas conseguiram cumprir este objetivo com perfeição, sem apelar para a pieguice. As mulheres são o foco dos dois comerciais, embora a Renner não seja uma rede de roupas exclusivamente femininas. No entanto, as agências que criaram as duas mensagens conseguiram precisamente sensibilizar ambos os sexos.

Em comum, as duas anunciantes também têm a adaptação de suas campanhas atuais para a ocasião. Começo pela Renner, que em 2008 está com o conceito Mulher é Tudo Igual? Mulheres de todas as regiões do Brasil dão depoimentos sobre seus hábitos para as consumidoras na campanha regular. Em homenagem às mães, as mesmas (belas) modelos lembram as suas. Algumas com muita saudade. Elas podem estar falando para o universo feminino, mas qual homem não gosta de ver mulher bonita se declarando? A campanha da Renner foi criada pela agência Escala, quase totalmente por mulheres: Paula Taitelbaum, Magali Moraes e Paola Barbieri. Eduardo Axelrud é o único homem na equipe de criação. O filme foi produzido pela Conspiração.

Já o comercial da Marisa, filmado pela Cia de Cinema, foi criado pela Giacometti para emocionar apenas as mulheres mesmo. Também pudera: tem o galã Wagner Moura (bonitão para muitas) declamando uma crônica em que tenta entender a razão dele chutar sua mãe, fazê-la engordar vinte quilos e gritar de dor, roubar o tempo dela e até o marido e ainda ter o seu amor, também reafirmado pelo filho. Mesmo voltado para elas, o comercial foi criado por homens: Júlio Isnard e Daniel Rasello, que conseguiram entender perfeitamente o sentimento das mães. Talvez pensando nelas, muitos homens (incluindo eu) devem ter se emocionado com um comercial feito para as mulheres. Quanto ao choro, o da Renner foi mais forte neste sentimento.

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