quinta-feira, 1 de maio de 2008

A Reforma Postal - O Penny-black




Decorria o ano de 1840. As pessoas continuavam a comunicar por carta mas sem franquia sendo essa paga no destino.
Um dia, uma estalajadeira escocesa recebe uma carta dos seus familiares a cobrar no destino. Como era pobre e não podia pagar aquela quantia, disse ao carteiro que conhecia as letras dos familiares e, que por isso, estavam todos bem de saúde.
Ora acontece que um homem que se encontrava na estalagem, ao ouvir isto, pagou os dois xelins para que a senhora ficasse com a carta. Este homem era Roland Hill, o pai do selo que, propôs uma taxa fixa a pagar pelos expeditores. As cartas eram postas em pequenos sacos com os lados gomados, o que não foi aceite pela população. Achavam aquilo ridículo e os sacos foram todos queimados. Só ligaram e deram valor à etiqueta que acompanhava o saco porque lhe viam comodidade.
Então, Hill abriu um concurso entre todos os artistas e homens da ciência tendo aparecido 2 600 planos e 1 000 desenhos. Como não ficou satisfeito com os resultados, esboçou ele próprio um projecto com o perfil da Rainha Vitória tendo no topo a palavra Postage e em baixo a inscrição da taxa. Mandou cunhar e, por ser negro, chamou-se Penny-blac e custava um dinheiro.
Estava apresentado o primeiro selo do Mundo que circulou a partir de Maio de 1840. Estava também lançado o que viria a ser o mais potente sinal posto na mão de alguém.
O sucesso foi enorme em Inglaterra, que outros países lhe seguiram o exemplo. As máquinas não davam vazão perante tanta procura.




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