quinta-feira, 29 de maio de 2008

O primeiro selo português


Foi em 1852 que se deu em Portugal a Reforma Postal promulgada pela Rainha D. Maria II. Mas só em Julho do ano seguinte saiu uma emissão idêntica à que tinha saído em Inglaterra, mas com o perfil da soberana portuguesa, inspirado no modelo inglês.
O desenho foi confiado a Francisco de Borja Freire, que segue directrizes combinadas, enviando depois o desenho para gravação. Depois de feita e aprovada a gravura, é fabricada, multiplicando assim as chapas da gravura em folhas de cinquenta ou cem unidades cada uma, sendo depois entregues à Casa da Moeda.
Estava então criado o primeiro selo português, sem qualquer taxa, pois podia circular em cartas de qualquer valor.


Selo de D. Maria de 25 reis de 1853.



D. Maria II “nasceu num domingo de Ramos a quatro de Abril de 1819 em terras brasileiras. Seus pais, rei D. Pedro IV e sua mulher a arquiduquesa Leopoldina de Áustria, tiveram a sua primeira filha no Palácio da Boavista. Ali vivia a família real fugindo aos Franceses que tinham invadido o reino. (…) Não teve na pia baptismal mais do que um nome pomposo e um título, como se impunha à sua condição de futura rainha – Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Rafaela Gonzaga, princesa da Beira e do Grão-Pará (…).




1º Centenário do Selo Postal 1$00
Desenho de Jaime Martins Barata
Impressão: Heliogravados, N. V. John . Enschedé en Zonen, de Haarlem
Circulou de 3 de Outubro de 1953 até 26 de Julho de 1956.
Papel esmaltado, denteado 14 x 13 ½.
Legenda “PORTUGAL” sobre fundo dourado.



Na quinta de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, Maria da Glória vai ter uma infância despreocupada e feliz, educada e muito amada pelas camareiras do palácio e pelos pais. Aos 7 anos, essa alegria é interrompida abruptamente com a morte da mãe. O pai será o seu grande amigo e protector (…). Estava-se no ano de 1822 e a nossa princesa contava com dois anos e meio quando nas margens do rio Ipiranga se dá o grito da independência do Brasil. Em Portugal morre entretanto D. João VI e seu filho, D. Pedro IV, residente no Brasil, vai ter de optar entre ser imperador do Brasil ou rei de Portugal.
Escolhe o Brasil e, em 1826, abdica do trono de Portugal, em nome da filha Maria, apenas com sete anos (…). Esta menina começa a pouco e pouco a aperceber que vai deixar de ser criança e que o seu destino lhe vai impor uma conduta diferente da das outras meninas da sua idade. Aos nove anos é mandada para a corte de Viena para ser educada pela avó materna, mulher de Francisco I (…).
Tem 15 anos quando sobe ao trono D. Maria II, 29º monarca português e a segunda rainha reinante da nossa História (…). O seu primeiro ministério, presidido pelo duque de Palmela, encontra a oposição das Câmaras. Mas, por agora e por motivos políticos, é prioritário que a rainha se case e dê um herdeiro ao País.
Às rainhas de Portugal estava vedado o casamento com estrangeiros e mesmo na Carta Constitucional de 1836 esse preceito ficara expresso. As Câmaras tiveram, pois, de reunir para autorizar que a rainha pudesse casar com um estrangeiro.
Dos diversos noivos que lhe estavam destinados, a madrasta vai-lhe escolher o seu próprio irmão. Fica decidido o casamento com Augusto de Leuchtenberg, neto de Maximiano da Baviera.
(…) O noivo morre dois meses depois. Ainda mal refeita do acontecimento, decidem casá-la de novo com Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha ministro dos Negócios Estrangeiros do primeiro Governo Constitucional (…).
Temos de admirar esta rainha que consegue manter a cabeça fria, com um povo em pé de guerra permanente e em casa com uma prole numerosa para educar.
Nos seus 19 anos de reinado, soube sempre ser rainha e mãe ao mesmo tempo, pois, em todas as crises políticas que o país atravessou, estava sempre D. Maria à espera de um filho e as obrigações como governante nunca foram descuradas por esse motivo (…). Se não tivesse sido uma rainha de pulso, não teria acabado o seu reinado já sem guerras civis e proporcionando aos seus filhos que foram reis, reinados com uma certa estabilidade (…).
No seu reinado, apesar das vicissitudes por que passou, houve tempo para o progresso. Em 1835, já fora estabelecido o ensino primário gratuito. Em 1836, por acção de Sá da Bandeira, é decretado o fim do tráfico de escravos nas colónias portuguesas a sul do Equador. O primeiro selo postal a circular em Portugal tinha a sua efígie em branco, moedas de ouro, prata e as primeiras de cobre (…).
A rainha tinha paixão pelo teatro, gosto esse que lhe ficara dos tempos vividos na corte de França.
Vai empenhar-se, apoiada por Garrett, para que se construa um teatro que será edificado no Rossio sobre as ruínas do Palácio da Inquisição – O teatro D. Maria II, segundo projecto de Fortunato Lodi. As obras vão decorrer entre 1842 e 1846. O tecto tinha pinturas de Columbano Bordalo Pinheiro que foram destruídas no incêndio de 1964 (…).
Em 1838, vai comprar o antigo convento dos monges de S. Jerónimo. O palácio começou a ser edificado em 1844. É o mais belo exemplar da arte romântica do nosso país (…).
Infelizmente D. Maria II não pode desfrutar muito deste local maravilhoso, visto que vem a morrer de parto a 15 de Novembro de 1853 (…).”


(Texto gentilmente cedido pela Senhora D. Maria Luísa Paiva Boleo lançado no site www.oleme.pt em 21-02-2005)



150 Anos do Primeiro Selo Português emitido em 13 de Março de 2003.
Designer: Eduardo Aires
Picotado 12 x 12 ½ e impresso na Imprensa Nacional Casa da Moeda.


Nunca Roland Hill pensou que a sua invenção corresse o mundo e tivesse tantos adeptos!
Por outro lado, o selo português - além de abordar os temas mais diversos, também é um múltiplo de arte, altamente apreciado em todo o mundo, designadamente por filatelistas dos quatro cantos do globo.

3 comentários:

MiguelAngel disse...

E salve Dna Maria II! A mais profícua parturiente portuguesa!
Sempre disse que em cada selo, está atrelado a história das circunstâncias que o justificam e criaram. Eventos ou personagens estão lá perpetuados,registrados e amparados por colecionadores competentes e sensíveis de sua responsabilidade.
Como tu, João

日月神教-任我行 disse...

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Luísa Boléo disse...

Olá, sou a Luisa Paiva Boléo que agora tenho na editora um livro sobre D. Maria II, a editar este ano. Sabe mais alguma coisa especial sobre o primeiro selo? Se souber agradecia que de dissesse, s.f.f..
Bom Ano de 2011 para si.

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