quinta-feira, 8 de maio de 2008

O Comércio Filatélico


Depois do aparecimento do selo em Inglaterra e do sucesso que teve, outros países lhe seguiram as pisadas, pois viam naquele rectângulo uma mais valia. Por todo o mundo começaram a aparecer catálogos e revistas filatélicas, intercâmbios internacionais, associações nacionais e regionais que só as guerras têm conseguido diminuir dando origem a espécies filatélicas, algumas raras e valiosas nos países ocupados ou recuperados.
O primeiro coleccionador conhecido foi o Dr. Gray, do Museu Britânico, que em 1841 deu início a uma das mais notáveis colecções conhecidas. Aos poucos, a Filatelia foi alargando fronteiras, estendendo-se por todo o mundo, dando origem a belíssimas colecções, multiplicando coleccionadores, valorizando-se colecções.
A pouco e pouco, a Filatelia começou a interessar aos Governos que viram ali uma fonte de receita. O interesse comercial que os governos põem na Filatelia, é a repetição de emissões comemorativas e na emissão de blocos que contêm todas as espécies de uma emissão.
O objectivo da Filatelia é coleccionar selos postais, procurando apurar a maior quantidade de espécies em melhor qualidade quanto à conservação, cor, margens, picotado, etc.. No entanto, a expansão extraordinária do selo restringiu o âmbito do filatelista moderno que não tem possibilidades de comprar sequer a saída de novas emissões. E isto porquê?
Muitas colecções quando saem para os correios, não chegam ao balcão para venda, pois são logo remetidas para os assinantes filatélicos que, comodamente as recebem em casa.
Por outro lado, as dificuldades técnicas e monetárias, também impedem a boa organização de uma colecção, dando origem a especializações dentro da Filatelia que se pratica limitada a colecções de uma ou mais nações. Esta especialização pode ir ainda mais longe e, dentro de cada tipo de selos de um país, ir buscar variedades que distinguem exemplares do mesmo tipo: filigranas, erros, tipos de papel, e outras particularidades que podem não interessar ao filatelista que abrange outros horizontes, como por exemplo a Filatelia Temática onde se podem ir buscar os mais variados temas.
Encontramos nesta área colecções muito diversificadas. Há quem se dedique a coleccionar só Automóveis, Fauna, Barcos, Escutismo, Prémios Nobel e muitos mais temas. Contudo, o Filatelista aprende. Aprende Geografia, História, Simbologia e outros assuntos que podemos vir a encontrar num simples selo. É um bom entretenimento que, para ser bem desempenhado, exige cuidado, limpeza, dedicação, delicadeza manual e sobretudo… muita paciência!

2 comentários:

MiguelAngel disse...

"Contudo, o Filatelista aprende. Aprende Geografia, História, Simbologia e outros assuntos que podemos vir a encontrar num simples selo." Eis o item que mais me atrai, além das imagens, propriamente ditas.
Devia ter nas escolas, desde o primário, como atrativo chamariz nas aulas de história e geografia.
Senti, neste post, a falta de imagens. A filatelia não é, principalmente isso? Imagem?

Joao Paulo Mesquita Simoes disse...

É. A Filatelia é também imagem.
Neste artigo, não fazia sentido colocar uma imagem, uma vez que abordo o hobbie de um modo geral.
Mas fica descansado que para a próxima semana, terás imagens de selos portugueses.

Abraços

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